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Procrastinar: algumas considerações e dicas

Procrastinar… Muita gente poderá nem saber o seu significado, mas se falarmos em “deixar para depois” ou “amanhã faço” já fica percetível para todos. A procrastinação é o ato de adiar até à última hora alguma tarefa. Haverá razões para que isto aconteça ou é simplesmente preguiça? Tem implicações na nossa saúde? Haverá formas de contornar este “deixar para depois”?

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Existem algumas razões para que isto aconteça e são do foro da saúde mental e da própria formação do cérebro. Começando pelo cérebro, este tem duas áreas distintas: o córtex pré-frontal, no qual está presente a consciência, e o sistema límbico, no qual estão inseridos os prazeres imediatos. Este último foi formado primeiro do que o córtex e encontra-se naturalmente mais evoluído, o que faz com que muitas vezes se ponha o prazer à frente do dever.

 

Isto faz com que muitas pessoas utilizem a procrastinação como outras recorrem ao álcool ou a outras estratégias para se sentirem um pouco melhores consigo próprias naquele momento, para se distraírem. As pessoas procuram realizar algo que lhes dá prazer naquele momento e adiar o sofrimento de terem de fazer algo que acham que não conseguem! Mas lá está, só estão mesmo a adiar.

 

E as pessoas adiam com o seguinte pensamento: “Amanhã que estou mais descansado já conseguirei realizar a tarefa”. No entanto, quando o amanhã chega, as pessoas voltam a sentir como se sentiram no dia anterior e voltam a adiar. Este contante adiar ou procrastinação vai levar a um constante stresse e frustração, pois sabe-se que há algo que vai ter de ser efetuado. Há quem considere que algumas pessoas que recorrem à procrastinação tenham algum transtorno, nomeadamente depressão.

 

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Deixo um conjunto de sugestões para que consiga contornar este bicho da procrastinação:

1- Elimine estímulos do exterior – concentre-se na tarefa que está a realizar e evite estar próximo do seu telemóvel, do seu PC, e até, se for o seu caso, de estar próximo da televisão quando está quase, quase a dar um programa que você até gostaria de ver, mas não seria mais do que mais uma desculpa para que não execute a sua tarefa!

 

2- Dividir uma tarefa em pequenos passos – se, por exemplo, quiser fazer um jantar, planeie e faça primeiro a escolha da receita, depois vá às compras, em seguida arrume e defina se vai fazer primeiro a sobremesa ou o prato principal.

 

3- Ter objetivos realistas – com uma tarefa complicada por vezes queremos ser demasiado perfecionistas e isso leva a que na nossa cabeça achemos tudo demasiado complicado, levando a que mais uma vez queiramos adiar a tarefa, por isso devemos baixar um pouco o nível de perfecionismo e adaptarmo-nos a objetivos mais realistas de modo a conseguirmos atingi-los passo a passo.

 

4- Começar – só começando fará com que fiquemos mais estimulados a continuar a realizar a tarefa. O mais difícil costuma ser começar e só com ação e vendo algo nascer é que vamos ganhar motivação, o que estimula a continuar a agir.

 

5- Criar boas recompensas – pode por exemplo mimar-se depois de completar a tarefa, indo comprar aquela peça de roupa que tanto queria ou ir àquele restaurante que nunca foi, entre outros.

 

6- Recorrer a ajuda profissional: um psicólogo ou um coach – com ajuda e técnicas de profissionais totalmente capacitados para lhe darem aquele impulso que lhe falta caso esta procrastinação seja algo recorrente!

 

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7- Seguir as 6 dicas anteriores deve ser suficiente, mas digo-lhe que escolha fazer tarefas que realmente gosta, pois às vezes não realizar algo também lhe dirá muito acerca da motivação que tem ou não tem. Reflita nisso!

 

Não adie e será recompensado com mais autoestima por ter realizado aquilo a que se propõe.

 

Por Miguel Freitas

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