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Problemas cardiovasculares aumentam risco cognitivo em mulheres de meia-idade

Estudo realizado nos EUA analisou evolução das funções cognitivas em população com idades entre os 50 e os 59 anos e descobriu alguns riscos acrescidos para as mulheres.

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Problemas cardíacos, como a doença arterial coronária, e fatores de risco cardiovasculares, como diabetes e colesterol alto, têm maior associação com declínio nas habilidades de memória e raciocínio durante a meia-idade para mulheres do que para homens, mostra um estudo da Mayo Clinic, EUA. A pesquisa foi publicada na Neurology, revista médica da Academia Americana de Neurologia.

 

«É facto conhecido que os homens, em comparação com as mulheres, apresentam maior prevalência de doenças cardiovasculares e fatores de risco na meia-idade. No entanto, o nosso estudo sugere que as mulheres na meia-idade, com essas condições e fatores de risco, correm maior risco de declínio cognitivo», diz a autora do estudo, Michelle Mielke, também epidemiologista e neurocientista nesta unidade de pesquisa.

 

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«Embora todos os homens e mulheres devam ser tratados para doenças cardiovasculares e fatores de risco na meia-idade, pode ser necessário que as mulheres tenham uma monitorização adicional para prevenir o declínio cognitivo», acrescenta a autora.

 

A pesquisa usou o estudo populacional Mayo Clinic Study of Aging que incluiu 1.857 participantes sem demência, com 50 a 69 anos na sua visita inicial. Dos participantes, 920 eram homens e 937 eram mulheres. A cada 15 meses por três anos, em média, a cognição global dos participantes do estudo foi avaliada com nove testes de memória, linguagem, função executiva e habilidades espaciais.

 

As informações sobre a condição cardiovascular e os fatores de risco foram obtidas com base no estudo populacional Rochester Epidemiology Project. As condições incluíam doença arterial coronária, distúrbios do ritmo cardíaco, insuficiência cardíaca congestiva, doença arterial periférica e AVC. Os fatores de risco incluíam pressão arterial alta, diabetes, colesterol alto, tabagismo e obesidade.

 

Cerca de 79 por cento dos participantes, ou 1.465 pessoas, tinham pelo menos um fator ou condição de risco cardiovascular: 83 por cento dos homens, em comparação com 75 por cento das mulheres.

O estudo descobriu que, entre as mulheres, a maioria das condições cardiovasculares estava mais fortemente associada à função cognitiva. O declínio cognitivo global anual associado à doença arterial coronária, por exemplo, foi mais de duas vezes maior para as mulheres do que para os homens.

 

Além disso, diabetes, colesterol alto e doença arterial coronária foram associados a um maior declínio de linguagem nas mulheres. No entanto, a insuficiência cardíaca congestiva foi associada a um maior declínio de linguagem nos homens.

 

É importante entender as diferenças entre os géneros no desenvolvimento do comprometimento cognitivo para melhorar a saúde de mulheres e homens, diz Mielke. «Adultos de meia-idade, especialmente mulheres com histórico de doenças cardíacas, podem representar subgrupos críticos para a monitorização precoce. São necessárias mais pesquisas em outras faixas etárias para examinar os mecanismos potenciais que explicam as diferenças entre os géneros na relação entre fatores cardiovasculares e cognição, como hormonas, genética, estilo de vida e fatores psicossociais», diz a investigadora.

 

 

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