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Primeiro Dia Mundial do Braille ressalta importância da linguagem escrita para os direitos humanos

Para as pessoas cegas ou com distúrbios de visão, o Braille fornece uma representação de símbolos alfabéticos e numéricos, de modo a que possam ler os mesmos livros e publicações impressas que estão disponíveis na forma de texto padrão.

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Pela primeira vez, o mundo assinala o Dia Mundial do Braille, a 4 de janeiro, estabelecido pela Organização das Nações Unidas para aumentar a consciencialização da população sobre a importância do Braille para os 1,3 mil milhões de pessoas que vivem com alguma forma de distúrbio de visão.

 

Reconhecido doravante a cada 4 de janeiro, o Dia Mundial do Braille foi proclamado pela Assembleia Geral da Organização das Nações unidas (ONU) em novembro passado, como um meio de realizar plenamente os direitos humanos das pessoas com deficiência visual e visão parcial, e trazer a linguagem escrita para a frente como um pré-requisito crítico para a promoção fundamental da liberdade.

 

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A Organização Mundial da Saúde relata que as pessoas com deficiência visual são mais propensas do que as que têm visão total a experimentar taxas mais altas de pobreza e desvantagens, o que pode representar uma desigualdade de vida.

 

Para as pessoas cegas ou com distúrbios de visão, o Braille fornece uma representação tática de símbolos alfabéticos e numéricos, de modo a que possam ler os mesmos livros e publicações impressas que estão disponíveis na forma de texto padrão.

 

No Braille, seis pontos representam cada letra, número e até mesmo símbolos musicais e matemáticos, para permitir a comunicação de informações escritas importantes para garantir a competência, independência e igualdade.

 

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A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CPRD) cita o Braille como um meio de comunicação e considera essencial a educação, a liberdade de expressão e opinião, o acesso à informação e a inclusão social para quem a utiliza.

 

Para promover sociedades mais acessíveis e inclusivas, a ONU lançou o seu primeiro relatório sobre deficiências e desenvolvimento no ano passado, coincidindo com o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, no qual o Secretário Geral, António Guterres, instou a comunidade internacional a participar na resolução de lacunas de inclusão. «Vamos reafirmar o nosso compromisso de trabalhar juntos por um mundo inclusivo e igualitário, onde os direitos das pessoas com deficiência sejam plenamente realizados», disse.

 

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