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Primeiras impressões moldam relações mais do que pensamos

Apesar de a conhecida expressão alertar para ‘não se julgar o livro pela capa’ , há uma enorme tendência para fazê-lo e avaliar a pessoa consoante a primeira impressão. Este estudo prova isso mesmo.

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Afinal, aquela primeira impressão não é assim tão descabida. As primeiras impressões têm o poder de influenciar as relações futuras relativamente ao modo como se julga a personalidade da pessoa com quem se interage, de acordo com um estudo realizado pela Universidade Cornell, Estados Unidos.

 

O investigadores descobriram que as pessoas continuam a ser influenciadas pela aparência de outra pessoa, mesmo depois de interagir com eles cara a cara. «As cores da aparência facial influenciam o modo como nos sentimos em relação a alguém e como pensamos que são», diz Vivian Zayas, perita nos processos cognitivos e afetivos que regulam os relacionamentos próximos, num comunicado à imprensa. «Esses sinais faciais são muito poderosos na formação de interações, mesmo na presença de outras informações».

 

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O estudo sugere que as pessoas levam as suas suposições sobre os outros para as novas interações. Há tendência para pensar que as nossas perceções são reais, em vez de termos consciência de que às vezes estas podem não estar completamente corretas.

 

Os testes foram feitos com 55 participantes que observaram fotografias de quatro mulheres que sorriam num momento e apresentavam uma expressão neutra noutro. Para cada foto, os participantes avaliaram se seriam amigos da mulher, indicando se era simpática, se a sua personalidade era ou não extrovertida, agradável, emocionalmente estável, consciente e aberta a novas experiências.

 

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Entre um mês e seis meses mais tarde, os participantes do estudo encontraram uma das mulheres fotografadas, sem se aperceberem que já tinham avaliado a sua fotografia anteriormente. Jogaram ‘Trivial’ durante 10 minutos e, de seguida, foi-lhes pedido que se conhecessem o melhor possível durante 10 minutos. Após cada interação, os participantes do estudo avaliaram novamente a pessoa. Posto isto, foi encontrada uma consistência forte entre o modo como os participantes avaliaram a pessoa com base na fotografia e na interação ao vivo.

 

Os participantes que avaliaram uma pessoa na fotografia como simpática e com uma personalidade agradável, emocionalmente estável, de mente aberta e consciente, mantiveram essa impressão  após o encontro real. Por outro lado, os participantes que avaliaram a pessoa da fotografia completamente ao contrário mantiveram esse julgamento negativo após a interação cara a cara.

 

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Os autores do estudo justificam as conclusões com um conceito designado ‘confirmação comportamental’ ou ‘profecia auto realizável’. «Elas estavam a sorrir um pouco mais e inclinadas um pouco mais para a frente. As pistas não-verbais são mais quentes», diz no site da universidade. «Quando alguém está mais ‘quente’ e mais comprometido, as pessoas reparam e respondem na mesma moeda».

 

Quanto à consistência que os participantes revelaram nos seus julgamentos de personalidade, Zaya justifica  com a atribuição de outras características positivas: «Vemos uma pessoa atraente como também socialmente competente e assumimos que os seus casamentos são estáveis ​​e que os seus filhos estão na melhor situação. Vamos muito além desse julgamento inicial e fazemos uma série de outras atribuições positivas».

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