Home»ATUALIDADE»ESPECIALISTAS»PREVENÇÃO DO CANCRO DO COLO DO ÚTERO- PARTE II

PREVENÇÃO DO CANCRO DO COLO DO ÚTERO- PARTE II

Pinterest Google+

Existem dois tipos de rastreio do cancro do colo do útero:

  1. Organizado, com base populacional.
  2. Oportunista (termo utilizado a nível internacional para designar a realização do teste de rastreio no âmbito de uma consulta e sem periodicidade definida).

 

O rastreio organizado deve ser incrementado em relação ao rastreio oportunista por tratar-se de um sistema:

  1. Mais abrangente
  2. Mais distributivo
  3. Mais económico
  4. Possibilita um controlo de qualidade padronizada.

 

O rastreio oportunista faz parte dos cuidados personalizados de saúde. Nesse contexto, a decisão da data de início do rastreio deve ser individualizada, variando caso a caso.

 

O cancro do colo do útero é muito raro antes dos 21 anos e nos 3 primeiros anos após o início da vida sexual, pelo que começar o rastreio antes dos 21 anos e nos primeiros 3 anos de atividade sexual não é aconselhado.

 

Embora o risco de vir a aparecer este tipo de cancro após os 65 anos em mulheres com citologias negativas seja muito reduzido, o atual aumento da esperança de vida na mulher não recomenda a determinação de uma idade limite para o fim do rastreio oportunista.

 

Por outro lado, o rastreio organizado é uma medida de saúde pública e deve incluir toda a população nacional ou uma determinada região. O seu principal objetivo é diminuir a mortalidade por cancro do colo do útero. Ele é tanto mais eficiente quanto maior for a percentagem de população rastreada, que se preconiza ser sempre superior a 70%.

 

Na maioria dos países europeus, o rastreio começa aos 25 anos de idade e termina aos 65. Quando é utilizada a citologia como método de rastreio, seguindo as linhas de orientação europeia, é recomendada ser feita de 3 em 3 anos. Vários estudos concluíram que intervalos mais curtos não trazem qualquer vantagem para o objetivo principal do rastreio (diminuir a incidência e mortalidade do cancro do colo) e aumentam bastante os custos.

 

Em vários países já existe uma experiência considerável com o uso do teste ao HPV de alto risco, em programas de rastreio organizado, programas que começam em mulheres com 30 anos de idade e terminam aos 65 anos. Cada vez mais se encontram fundamentos sólidos para substituir a citologia pelo teste ao HPV.

Artigo anterior

Pepsi anuncia redução de açúcar nos produtos

Próximo artigo

Luis Onofre: primavera/verão 2017