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Portugueses têm mais acesso a medicamentos e pagam o valor mais baixo por embalagem em seis anos

O relatório anual do Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde revela que o volume de medicamentos dispensados em 2017 é o maior dos últimos cinco anos. Os medicamentos para a diabetes, hipertensão e anticoagulantes orais são responsáveis pelo maior volume de encargos ao longo do ano e os antibióticos registam uma quebra generalizada.

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Os cidadãos portugueses estão a utilizar mais medicamentos e a aceder a mais moléculas inovadoras. Em 2017, adquiriram mais 1,4 milhões de embalagens de medicamentos nas farmácias face a 2016, tendo sido dispensadas 157 milhões no total, o maior volume dos últimos cinco anos, revela o Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

 

Os dados constam do relatório anual do Infarmed, que revela ainda que o valor suportado pelo cidadão em cada embalagem baixou 1,27 cêntimos nos últimos seis anos (menos 22%). O encargo médio por embalagem foi de 4,44 euros (menos três cêntimos) em 2017. «Este aumento do acesso não alterou de forma significativa o nível de despesa. A fatura global oscilou apenas 0,3% face ao período homólogo, para 699 milhões de euros», revela o comunicado divulgado.

 

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A despesa total com medicamentos nas farmácias atingiu quase dois mil milhões de euros, dos quais 1.213,5 milhões de euros são encargos do Serviço Nacional de Saúde, que registou um aumento de 23,7 milhões de euros (0,2%), fruto da disponibilização de mais medicamentos inovadores e de um aumento da dispensa de medicamentos.

 

De destacar o aumento da quota de medicamentos genéricos, que alcançou 47,9% só no mês de dezembro. A quota por doses diárias definidas alcançou os 52,5% em 2017.

 

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Os medicamentos para a diabetes, hipertensão e anticoagulantes orais são responsáveis pelo maior volume de encargos ao longo do ano, totalizando 388 milhões de euros (+ 6,3%). As substâncias mais utilizadas no SNS destinam-se ao tratamento da diabetes, hipercolesterolemia (colesterol elevado), destacando-se também os analgésicos e os antibióticos.

 

Há uma redução generalizada de 3% do tratamento com antibióticos. De salientar que atinge os 8,4% no caso das quinolonas, antibióticos de espectro largo que estão associados a um maior volume de resistências e que não são de primeira linha na utilização. Também o peso das cefalosporinas é atualmente menor, o que significa que, «provavelmente, o cidadão está mais esclarecido e o médico mais criterioso», conclui o Infarmed.

 

 

 

 

 

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