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Portugueses recorreram a sites de encontros durante a quarentena

Durante o período de Estado de Emergência, o maior site de encontros em Portugal, Felizes.pt, viu um aumento no número de utilizadores e algumas mudanças nos seus comportamentos. Agora, em altura de desconfinamento, revela-nos os dados sobre quem recorreu ao site durante a quarentena. As informações referem-se ao período entre 1 de março e 30 de abril, recolhidas através de um algoritmo, de forma a manter a privacidade dos utilizadores.

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Número de novos utilizadores sobe 27%

Foram mais 11900 utilizadores a criar contas no Felizes.pt. Comparando com os números do mesmo período do ano passado (9400), verifica-se um aumento de 27% de novos perfis. O fundador do site, Rui Sousa, fala das tendências que verificou durante o período de confinamento devido à pandemia: «Antigamente havia picos mais acentuados nos acessos ao site – no fim de semana havia muito mais adesão que durante a semana. No entanto, neste período, todos os dias pareciam iguais e viu-se pouca variação nos acessos durante a semana e fim de semana».

 

As sessões estão mais ativas invariavelmente entre as 20h e as 23h, dedicadas maioritariamente a conversa no chat (cerca de 40%). Em termos de dispositivos de acesso, são feitos na sua maioria através do telemóvel (75%), computador (23%) e tablet (2%).

 

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Quem são os portugueses que namoram online?

Os novos utilizadores do Felizes.pt são 54% homens e 46% mulheres, maioritariamente de Lisboa, Porto e Setúbal. A média de idades no site tem vindo a subir e é atualmente 40 anos de idade. A tendência revelou-se também nos novos registos, com uma incidência na faixa etária dos 40-50 anos (32%). A predominância de solteiros manteve-se, mas o número de divorciados aumentou e o de casados desceu.

 

«Esperávamos um aumento do número de casados por uma possível saturação dos respetivos parceiros», revela-nos Rui Sousa. E deixa a questão: «Será que o tempo que passaram juntos, mesmo que confinados às suas casas, fez bem aos casais portugueses?»

 

Uma das principais alterações no comportamento dos utilizadores prende-se com a menção a palavras como COVID-19, COVID, corona, coronavírus, pandemia, quarentena, isolamento e confinamento, que se tornaram tema central e regular nas conversas e nas descrições de perfis. 65% das menções foram feitas por mulheres e 35% por homens, por isso, será correto supor que a maioria das novas utilizadoras se registou, em parte, devido a situações derivadas da pandemia.

 

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O algoritmo utilizado na recolha de frases com palavras alusivas à pandemia detetou dos estados mais negativos aos esperançosos no futuro. Alguns exemplos:

 

  • «Estou na expectativa de conhecer aqui pessoas interessantes que me ajudem a superar com mais alegria esta fase COVID.»
  • «Antes que este maldito coronavírus nos faça também perder o jeito e o gosto de dar e receber beijos e abraços e depois de três semanas isolado, gostava de encontrar alguém que goste de mim e de quem eu goste, porque nesta idade não faz sentido estar só!»
  • «Olá a todos, vamos fazer amizades que neste momento estamos todos de quarentena, vamos trocar umas palavras amigas, que acham?»
  • «Gosto de conversar, sorrir e estar bem com os amigos. Neste tempo de quarentena temos de socializar e encontrarmos outras formas de nos conhecer!»
  • «O atual estado de emergência derivado da pandemia da COVID-19 não nos permite encontros de café ou outros, porém aceito marcações futuras 🙂 🙂 :)».

 

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Muito se tem falado no impacto que o novo coronavírus teve nas relações interpessoais e Rui Sousa deixa-nos a sua opinião: «Acreditamos que o isolamento nos deixou a todos um pouco mais sós. No entanto, a carência maior está no contacto que tínhamos com estranhos. Os amigos dos amigos que nos eram apresentados ou um cruzar de olhares na multidão. O mistério provocado por um desconhecido faz-nos sentir emoções, por vezes muito intensas, que nos foram retiradas. Esperamos que o Felizes.pt tenha proporcionado as emoções que as pessoas perderam durante a quarentena».

 

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