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Portugueses querem menos carne na alimentação

O ‘Primeiro Grande Inquérito sobre Sustentabilidade em Portugal’ revela que os portugueses estão preocupados com os potenciais malefícios da carne na alimentação. Num cenário pós-crise, o desperdício alimentar surge também no topo das preocupações.

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A preocupação com o excesso de consumo de carne cresceu entre os portugueses, já que quase metade (45%) está disposto a optar por proteínas vegetais como grão, feijão e soja, em alternativa à carne. Outras alternativas mais arrojadas são apontadas por 20% dos inquiridos como optar por carne de animais clonados ou até ingerir insetos e minhocas processados (19%).

 

Estes são dados do ‘Primeiro Grande Inquérito sobre Sustentabilidade em Portugal’, realizado pela Missão Continente, com a coordenação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, e agora revelado.

 

Veja a galeria: Alimentos substitutos da carne

 

O objetivo foi o de traçar um retrato da sociedade portuguesa nas áreas do consumo sustentável, alimentação, ambiente, investimento e políticas públicas. Este estudo foi realizado através de inquéritos presenciais em Portugal Continental e Ilhas, entre abril e maio de 2016, a uma amostra representativa de 1500 inquiridos, maiores de 18 anos.

 

Outra conclusão foi a de que aumentou a preocupação com o desperdício alimentar. Um cenário que se verifica numa altura pós-crise e que obteve resposta de 77% dos consultados. Outras preocupações alimentares prendem-se com a contaminação por bactérias como a salmonela (76%), o potencial cancerígeno das carnes processadas (74%) e a presença de Organismos Geneticamente Modificados (72%).

 

Veja a galeria: O que acontece ao corpo quando deixa de comer carne?

 

Para combater o desperdício alimentar – a principal preocupação dos portugueses – os inquiridos querem informação mais clara sobre prazos de validade (53%) e clarificação dos diferentes tipos de validades existentes (41%). Receitas para aprovisionamento dos excessos (39%) e dicas sobre as formas de conservação e armazenagem dos produtos (38%) são também soluções apontadas.

 

Os resultados do estudo apontam para uma autoavaliação positiva de vida saudável predominante sobretudo entre os grupos sociais com rendimentos mais confortáveis, habitantes de cidades de média dimensão e entre os inquiridos com mais escolaridade. Para os portugueses que vivem em maiores dificuldades desde a crise e para os menos escolarizados, a autoavaliação – quer do estilo de vida quer da alimentação – é preocupante.

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