Home»BEM-ESTAR»CORPO»Portugueses precisam de fazer mais exercício físico

Portugueses precisam de fazer mais exercício físico

O financiamento público na área do desporto e as horas de Educação Física nas escolas foram reduzidos. A inatividade física em Portugal é uma realidade que precisa de ser combatida. Falámos com o responsável em Portugal pelos dados do Observatório Global da Atividade Física.

Pinterest Google+

O Observatório Global da Atividade Física divulgou o relatório com informação detalhada da pesquisa efetuada acerca da atividade física de 131 países. Os dados mostram que quatro dos países mais ativos estão concentrados no sul e sudeste da Ásia e que cinco dos países menos ativos estão localizados na Europa. Em Portugal, 65% dos homens e mulheres são fisicamente ativos.

 

Para Jorge Mota, membro do Centro de Investigação em Atividade Física, Saúde e Lazer, e responsável em Portugal pelos dados do Observatório Global da Atividade Física, ainda há algum trabalho a fazer para combater a inatividade física existente no país. Segundo o investigador, a solução passa por educar as pessoas no sentido desportivo. No passado, o número de horas de Educação Física nas escolas foi diminuído, o que representa «um contrassenso». O desporto escolar é uma boa iniciativa para «o envolvimento das nossas crianças e adolescentes e que deve ser apoiado». Jorge Mota acredita que para além das atividades “fundamentais” da leitura e matemática, atualmente as pessoas tem-se apercebido da «importância do exercício na cognição e aspetos associados».

 

Este combate à inatividade física passa também por uma ação conjunta de setores como a educação, a saúde, os transportes e o desportivo. E, ainda, por dar oportunidades e aconselhamento às pessoas para poderem ser mais ativas e mais “gestoras” do seu tempo e das suas escolhas.

 

É fundamental que a população em geral se sinta disponível para adotar comportamentos em que «o ser e estar ativo sejam um hábito de que resulta prazer e satisfação», acrescenta Jorge Mota.

 

Em Portugal, o número de mortes associado à falta de atividade física é de 13,6%, segundo o relatório. Estes resultados não se justificam apenas pela inatividade física, mas também pelo peso que a questão «traz ao sistema de saúde no plano populacional, bem como a uma perda de funcionalidade e de qualidade de vida num plano mais individual», explica o investigador português.

Artigo anterior

Investigador francês descobre retrato escondido atrás da Mona Lisa

Próximo artigo

Fátima Cardoso: «O cancro é a nova epidemia»