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Portugueses, não se deixem engordar

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Quando vamos a um centro comercial, quase que podemos fazer ali mesmo um ‘estudo’ empírico sobre o estado de saúde dos portugueses. Se nos pusermos a ver as pessoas a passar, é deveras impressionante como se comprova o que os estudos já vêm dizendo há muito tempo: o peso a mais e a obesidade estão a aumentar. E comprova-se também, infelizmente, que os nossos jovens estão a entrar nesse caminho.

 

Quando era criança e adolescente, não me recordo de facto de me cruzar muito com outras crianças e jovens com peso a mais. Era lá um de vez em quando. Hoje em dia, sabemos que não. O peso a mais existe já numa grande percentagem. É da alimentação? Com certeza que sim. É da sedentariedade? Com certeza que sim.

 

Quem nasceu nos anos 60, 70 e 80 do século passado, ainda teve o privilégio de brincar na rua. As calorias eram gastas a correr. O lanche era em menor quantidade e à pressa, pois a rua chamava-nos. E este era sobretudo pão com queijo ou fiambre, não um alimento processado que se diz ‘saudável’.

 

Devíamos interromper este caminho. A responsabilidade é de todos nós. Nós, pais, temos o dever de educar os nossos filhos na saúde. Proporcionar-lhes uma alimentação equilibrada. Informarmo-nos sobre o que lhes damos a comer. Promover também a sua atividade física. Claro que é prático ficar em casa em frente à televisão ou ao computador, mas sabemos que não é por aí.

 

Quem nos governa também tem responsabilidade nesta matéria. E já vemos bons exemplos em várias medidas, como a promoção da alimentação saudável nas cantinas das escolas.

 

Mas não pode haver retrocessos nesta matéria. Reduzir o financiamento público na área do desporto e nas horas de Educação Física prestadas nas escolas não me parece uma boa política (ver artigo). Há que fomentar o estilo de vida saudável em todas as frentes possíveis.

 

Atualmente, estamos a assistir à criação de um fosso no que toca à postura que se tem em relação ao estilo de vida. Se de um lado temos cada vez mais pessoas com excesso de peso e absolutamente sedentárias, temos, por outro lado, um número crescente de pessoas que sabem muito sobre alimentação saudável, que se preocupam com os alimentos que ingerem, se existem componentes nocivos na sua composição, com os produtos que utilizam e que podem, na sua produção, ser prejudiciais ao planeta, preocupam-se em mexer e olear o corpo, etc..

 

Precisamos é que os que estão do lado dos que não se importam comecem a importar-se. Pelas crianças, pelo menos. E não julgo que seja por falta de informação.  Só que resistir a tentações é uma coisa muito difícil… É capaz?

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