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Portugueses dão preferência a analgésicos made in Portugal

Depois do produtor, a cor da embalagem é a segunda característica que mais influencia a escolha, seguindo-se a forma e a tipografia da caixa

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No momento de decisão de compra de um analgésico de venda livre, os portugueses valorizam, em primeira instância, a origem do produtor, dando primazia aos reconhecidos laboratórios nacionais. Esta é uma das conclusões de um estudo realizado pelo IPAM – The Marketing School, coordenado por Sónia Cântara, com o objetivo de perceber de que modo a embalagem influencia a decisão de compra dos medicamentos não sujeitos a receita médica.

A tendência crescente para a disponibilização dos medicamentos isentos de prescrição fora das farmácias, nomeadamente em parafarmácias e em grandes superfícies comerciais, obriga cada vez mais o consumidor a tomar uma decisão por si próprio, uma vez que, mesmo quando existem funcionários disponíveis nestes espaços, estes não têm por norma formação específica na área para poderem aconselhar devidamente os clientes.

Segundo o estudo, o principal fator de ponderação – origem do laboratório – reflete o facto de a compra de medicamentos ser encarada como uma decisão de risco, uma vez que se relaciona, por um lado, com a questão da confiança e segurança (produtor conhecido) e, por outro, demonstra o empenho em contribuir para a economia nacional (produtor nacional). Através dos resultados do ranking, é igualmente notório que as marcas mais conhecidas estão associadas à perceção de um grau superior de segurança do produto. A análise do IPAM revela ainda que, depois do produtor (37,2 por cento), a cor da embalagem (pela respetiva ordem: azul, amarelo, verde e vermelho) é a característica que mais influencia a compra dos analgésicos (30,2 por cento), seguindo-se a forma (22,2 por cento) – a horizontal surge em primeiro lugar, seguida da vertical e da quadrada – e a tipografia (10,3 por cento), sendo que o estilo “moderno” é o preferido, seguido do estilo “conservador” e “neutro”.

O mesmo estudo avaliou ainda os fatores de decisão na compra de medicamentos para as dores de garganta. Neste caso, os portugueses dão primazia ao sabor (46,6 por cento), seguido da cor (19,2 por cento), produtor (17,8 por cento), forma (8,8 por cento) e tipografia (7,6 por cento). Mentol é o paladar preferido, seguindo-se a combinação mel e limão, hortelã e, por último, neutro. Quanto à cor, o destaque vai para o verde e relativamente ao produtor a ordem de escolha permanece igual à apresentada nos analgésicos (produtor conhecido nacional, seguido do produtor conhecido estrangeiro, produtor desconhecido nacional e produtor desconhecido estrangeiro). O mesmo acontece em relação à forma, que replica a ordem: horizontal, vertical e quadrada. A nível da tipografia, o estilo “conservador” é, neste caso, a opção favorita, seguido do “moderno” e do “neutro”.

O estudo demonstra igualmente que, a nível de branding, os medicamentos isentos de prescrição devem ser encarados como qualquer outro bem de consumo, privilegiando a transmissão das mensagens de segurança e fiabilidade, de modo a dinamizar um setor que é recente em Portugal (2005) e que ainda ocupa, segundo dados do INE, uma percentagem muito pequena (6 por cento) no mercado nacional de medicamentos.

O estudo reuniu uma amostra de 60 estudantes universitários, de diferentes instituições de ensino do norte do país e de diferentes áreas de ensino, de ambos os sexos, e com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos.

O estudo em questão, levado a cabo em coautoria com uma investigadora finlandesa, está integrado numa investigação de âmbito internacional, replicando integralmente o método de recolha e análise de dados. O objetivo é o de comparar os resultados com outros três países: Finlândia, Estados Unidos da América e Gana.

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