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Portugueses andam a dormir mal

Um estudo sobre os hábitos de sono da população portuguesa concluiu que apenas um em cada quatro portugueses se sente revigorado após a sua noite de sono.

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Os portugueses andam a dormir mal, conclui um estudo realizado pela Oficina de Psicologia e a colchaonet.com. Do universo de 4000 pessoas inquiridas, 54 por cento diz que acorda cansado e 49% afirma que as suas horas de sono não são contínuas. Cerca de 30% da população inquirida confessa mesmo já não se recorda da última vez que dormiu 7/8 horas seguidas.

A quase totalidade acredita que o “mau” sono tem impacto na qualidade de vida, afetando o bem-estar e a boa disposição, a saúde, as relações sociais, a vida profissional, a capacidade intelectual e até as relações sexuais.

Stress, ansiedade ou depressão (45%) e problemas pessoais ou profissionais (28%) são as causas mais referidas na origem das noites mal dormidas. 25% não consegue atribuir uma causa concreta; 16% refere “filhos pequenos” e 7% o “ressonar do conjugue”.

Na generalidade, os resultados deste estudo revelam que se, a nível quantitativo, os portugueses parecem não ter o sono em atraso – já que 45% afirma dormir um razoável (entre 7 e 9 horas) número de horas por noite -, em termos qualitativos, o cenário já muda de figura: apenas 27% dos portugueses afirma sentir-se “revigorado” ao acordar; 54% revela “cansaço” e 18% “dorido”.

Noites marcadas pelas insónias!

A grande maioria dos inquiridos precisa de menos de uma hora para adormecer (59% até 30 minutos; 33% até 60 minutos) e mais de metade (um em cada seis) fá-lo na cama, sendo que 33% confessa adormecer no sofá e só depois ir para a cama. Mas o verdadeiro “drama” acontece durante a noite: 49% “por norma, acorda durante a noite” e, depois, são necessários outros 30 minutos (69%) ou mesmo uma hora ou mais (17%) para voltar a adormecer. Dois por cento dos inquiridos responderam raramente voltar a adormecer.  Ainda assim, uma esmagadora maioria (79%) opta por permanecer na cama até de manhã em vez de se levantar para realizar outras tarefas.  Pesadelos, pernas inquietas e acordar sobressaltado são as situações mais referidas (45%) como ocorrendo durante a noite!

O “day after” e a qualidade de vida

O facto é que as noites mal dormidas estão na origem de um dia seguinte com “mais cansaço” (68%), “menor concentração” (35%), “impaciência acrescida” (30%) e, obviamente, “mais sono” (32%). Por tudo isto, 51% dos inquiridos acredita que as noites mal dormidas afetam a qualidade de vida em várias vertentes como o bem-estar e a boa disposição (43%), a saúde (32%), as relações sociais (30%), a vida sexual (11%), a vida profissional (22%) e a capacidade intelectual (22%).

Desta forma, 60% acredita mesmo que a quantidade e qualidade do sono é fundamental para a vida e expetativa de vida.

Curiosamente, e apesar de terem consciência da  importância da qualidade do sono, 44% dos inquiridos admite ter hábitos de sono irregulares e 29% admite utilizar a cama para trabalhar, ver televisão ou comer.

Apenas 12% refere tomar algum medicamento para dormir, sendo que, destes, cerca de ¼ o fazem com regularidade.

Posto isto, quais são então as “premissas” que os portugueses consideram fundamentais para “garantir” uma boa noite de sono? Roupa de cama adequada (50%), uma boa almofada (67%) e um bom colchão (60%), a par da temperatura (51%), luminosidade e ausência de ruído (50%) são as condições referidas como essenciais por mais de metade dos inquiridos. Mas apesar de atribuírem grande importância ao colchão onde passam um terço da sua vida, a maioria dos inquiridos (62%) elege o fator preço como um dos maiores condicionantes de compra. Para trás, ficam os bons hábitos comportamentais de sono, conhecidos por promoveram uma boa qualidade de sono, como relaxar, manter horários de sono regulares, optar por refeições ligeiras à noite, ou evitar estimulantes próximo da hora de dormir.

20/03/2014

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