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Português vai revolucionar forma de fazer compras na Chanel

Mantendo a sua resistência à venda direta online, a maison francesa assinou uma parceria com a plataforma liderada pelo empresário José Neves, a Farfetch, para reinventarem a forma de vender bens de luxo em lojas físicas.

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A Chanel fechou uma parceria com a Farfecth, plataforma de comércio eletrónico de bens de luxo criada pelo empresário português José Neves, para reinventarem a forma de a casa francesa vender os seus produtos nas suas lojas físicas, revela o site Business of Fashion (BoF).

 

Apesar de o comércio eletrónico de luxo estar a crescer rapidamente – representa atualmente 8% do total e em 2025 será 25% – a Chanel mantém resistência em aderir a este tipo de plataforma de vendas, por considerar que as lojas físicas são a melhor forma de ligar os clientes aos seus produtos de luxo. E estes números mostram que, no futuro próximo, a maioria das vendas ainda terá lugar em lojas físicas, porém estas ainda não estão a beneficiar das vantagens do digital para potenciar a experiência do cliente.

 

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«Nós não vamos começar a vender Chanel na plataforma da Farfetch – quero ser muito claro em relação a isso», explicou ao BoF Bruno Pavlovsky, presidente da área de moda da Chanel. «A nossa posição no comércio eletrónico é a mesma. Queremos conectar os nossos clientes com o nosso produto e as nossas lojas são a melhor forma de o fazer. Nós somos muito consistentes na nossa estratégia, mas estamos a usar o know-how da Farfetch para acelerar isso».

 

A solução vai passar por usar o sistema da Farfetch para potenciar a venda nas lojas físicas e, em contrapartida a Chanel vai investir na empresa de José Neves, apesar de os termos do acordo não serem conhecidos. Os primeiros frutos desta parceria só serão revelados numas das lojas Chanel, em França, no final do ano, observando Pavlovsky que levará «muitos anos» para se ver os resultados completos. «Estamos a falar de uma transformação». Porém, adiantou: «Imagine que uma cliente pode marcar uma hora através do WeChat ou do WhatsApp e dizer que gostaria de uma determinada roupa, mala ou sapato. Se queremos enriquecer a experiência do cliente, devemos pensar numa variedade de serviços como este. Precisamos de ter um diálogo relevante entre a loja e a cliente».

 

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O programa de comércio de realidade aumentada da Farfetch ainda está nos seus estágios iniciais, mas, em abril passado, a empresa apresentou algumas soluções para demonstrar o seu potencial: um login universal que reconhece um cliente quando chega a uma loja; uma solução que deteta quais produtos o cliente está a ver; um espelho digital que permite ver a sua lista de desejos e invocar itens em diferentes tamanhos e cores; uma experiência de pagamento móvel semelhante à que existe nas Apple Stores, etc..

 

«Na Farfetch, podemos personalizar as experiências dos utilizadores graças a todos os dados e insights que podemos reunir, mas depois ele vai às lojas físicas e é como estar na década de 1990. Os clientes de bens de luxo exigirão experiências mais personalizadas, porque é assim que vivem a vida deles», comentou José Neves.

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