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Portugal em 33º lugar no Índice Global da Corrupção em ex aequo com a Coreia do Sul

Novo Índice de Perceção de Corrupção de 2020 revela ainda que a corrupção persistente está a minar os sistemas de saúde e a contribuir para o retrocesso democrático fomentado pela pandemia de COVID-19.

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O Índice de Perceção de Corrupção de 2020 (CPI) divulgado pela Transparency International coloca Portugal no 33º lugar, entre 179 países analisados, exatamente ao mesmo nível da Coreia do Sul, sendo que os primeiros lugares, ou seja, os menos corruptos, são ocupados pela Nova Zelândia, Dinamarca, Finlândia e Suíça. Os mais corruptos do mundo, colocados no final da tabela, são a Somália, o Sudão do Sul e a Síria.

 

O relatório de 2020 revela ainda que a corrupção persistente está a minar os sistemas de saúde e a contribuir para o retrocesso democrático fomentado pela pandemia de COVID-19. Os países com bom desempenho no índice investem mais em saúde, são mais capazes de fornecer cobertura universal de saúde e são menos propensos a violar as normas e instituições democráticas ou o estado de direito.

 

«A COVID-19 não é apenas uma crise económica e de saúde. É uma crise de corrupção. E cuja administração estamos a falhar. No ano passado, testou governos como nenhum outro acontecimento na memória, e os que têm níveis mais altos de corrupção foram os menos capazes de enfrentar o desafio. Mas mesmo aqueles que estão no topo do CPI devem abordar com urgência o seu papel na perpetuação da corrupção no país e no exterior», salienta Delia Ferreira Rubio, presidente da Transparency International, organização global que trabalha em mais de 100 países para acabar com a corrupção.

 

A edição de 2020 do CPI classifica os países e territórios quanto aos seus níveis percecionados de corrupção no setor público, com base em 13 avaliações de especialistas, numa escala que vai de zero (altamente corrompido) a 100 (sem corrupção). A Dinamarca e a Nova Zelândia lideram o índice, com 88 pontos cada. A Síria, a Somália e o Sudão do Sul alcançaram 14, 12 e 12 pontos, respetivamente. Portugal alcançou 61 pontos. Continuando a tendência de queda, os Estados Unidos alcançam a sua pior pontuação desde 2012, com 67 pontos.

 

Desde 2012, diz o relatório, 26 países melhoraram significativamente as suas pontuações, nomeadamente o Equador (39), Grécia (50), Guiana (41), Mianmar (28) e Coreia do Sul (61). Já 22 países pioraram nos níveis de corrupção, nomeadamente a Bósnia e Herzegovina (35), Guatemala (25), Líbano (25), Malawi (30), Malta (53) e Polónia (56).

 

Quase metade dos países estão estagnados no índice há quase uma década, indicando que os esforços dos respetivos governos estão parados para combater as causas profundas da corrupção. Mais de dois terços pontuam abaixo de 50.

 

A corrupção representa uma ameaça crítica às vidas e meios de subsistência dos cidadãos, especialmente quando combinada com uma emergência de saúde pública. Setores públicos sem corrupção apresentam maiores investimentos em saúde. O Uruguai, por exemplo, tem a maior pontuação de IPC da América Latina (71), investe bastante em saúde e possui um sistema de vigilância epidemiológica, que tem auxiliado a sua resposta à COVID-19 e noutras doenças infeciosas, como a febre amarela e o Zika. Uma pesquisa anterior do programa de Saúde Global da Transparency International descobriu que a corrupção priva o setor de saúde global de mais de 413 mil milhões de euros a cada ano.

 

Diz a organização que a corrupção floresce durante esta pandemia, variando de suborno em clínicas de saúde a ajuda inadequada. A corrupção também é generalizada na aquisição de dispositivos médicos. Os países com níveis mais elevados de corrupção também tendem a ser os piores violadores do estado de direito e das instituições democráticas durante a crise da COVID-19. Isso inclui as Filipinas (34), onde a resposta à COVID-19 foi caracterizada por grandes ataques aos direitos humanos e liberdade de imprensa, ressalta a Transparency International

 

 

 

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