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Portugal abaixo das expectativas no cumprimento das metas de transição verde

Numa comparação do Instituto Bruegel entre os vários países membros da UE que já apresentaram os seus planos, Portugal é um dos estados-membros que menos aposta na transição ambiental.

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As preocupações da ANP|WWF sobre o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português em relação ao cumprimento ou não das metas de investimento para a Transição Verde foram agora confirmadas pela análise do Think Thank internacional do Instituto Bruegel, que demonstrou que Portugal apenas alocou o mínimo obrigatório de 37% , revela a organização ambientalista em comunicado.

 

Numa comparação do Instituto Bruegel entre os vários países membros da UE que já apresentaram os seus planos, Portugal é um dos estados-membros que menos aposta na transição ambiental.

 

«Este relatório vem demonstrar o que a ANP|WWF tem vindo a insistir em inúmeras ocasiões, que em termos ambientais o plano vai contra as regras definidas pela Comissão Europeia para os PRR’s, apostando em investimentos contrários ao permitido pelo Pacto Ecológico Europeu», ressalta a organização.

 

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Para Catarina Grilo, diretora de Conservação e Políticas da NP|WWF, «esta é uma oportunidade perdida para Portugal sair desta crise, provocada pela pandemia para implementar uma verdadeira recuperação verde. Já transmitimos a nossa posição e demos o nosso contributo ao Governo, aos deputados no Parlamento e à representação da Comissão Europeia em Portugal. Esperamos que este contributo do Instituto Bruegel que coloca a nu as fragilidades do nosso Plano motive o nosso Governo e a Comissão a trabalharem para o tornar mais ambicioso em termos do investimento para a Transição verde e, mais importante, que esteja mais alinhado com o Pacto Ecológico».

 

Os setes pecados mortais

Recorde-se que a ANP|WWF na sua última análise ao PRR nacional apontou sete pecados mortais, destacando-se a proposta para a construção da Barragem do Pisão. Mais uma barragem em Portugal, quando a Europa não quer mais barragens nos rios europeus, «é um contrassenso e um erro gritante neste plano».

 

Outro pecado é o elevado investimento em estradas que devem ser retirados do PRR nomeadamente a ligação de Bragança a Puebla de Sanabria «que vai criar uma barreira artificial no Parque Natural de Montesinho, uma área protegida». Menos investimento em rodovias significa maiores investimentos na água, nas florestas, na biodiversidade e no mar, destaca a ANP|WWF.

 

Preocupação acrescida é também o investimento já decidido «tardiamente» nos oceanos, uma componente que inicialmente não estava prevista no plano, mas depois da insistência da ANP|WWF e de outras ONGA’s, o Governo acabou por inserir no Plano.

 

«No entanto, analisando os investimentos na economia do mar, tudo leva a crer que o Governo está a preparar terreno para iniciar a mineração em mar profundo, a que a ANP|WWF se opõe liminarmente, como já tinha afirmado quando publicou um relatório internacional sobre o tema», finaliza em comunicado.

 

 

 

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