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Porque não fazemos o que queremos fazer?

Já lhe aconteceu querer muito uma coisa, mas depois não fazer nada para a realizar? Se sim, é uma pessoa normal! Agora, imagine que aprende o que a bloqueia de fazer o que quer.

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A Ana está farta da empresa, mas não muda. O Gonçalo não quer mais fumar, mas continua. A Sara quer emagrecer, mas não faz por isso. A Rosa quer voltar à patinagem, mas só dá desculpas para não o fazer.  Estas ou outras situações semelhantes são-lhe familiares? Já deu por si a stressar para mudar, para fazer diferente, para fazer o que quer fazer e não tem conseguido? Conhece alguém que pode querer alterar esta dinâmica?

 

Pela minha experiência e por algumas pesquisas, acredito que o ser humano está pré-programado para a eficiência e otimização de energia e recursos, particularmente o cérebro – com toda a atividade que tem e energia de que necessita.  Com isso, podemos assumir que o sistema humano tem logo à partida um objetivo: alcançar a eficiência e otimização dos recursos internos nas ações diárias. Assim sendo, em cada ação existem dois objetivos que o sistema busca alcançar. O primeiro será a eficiência, o segundo será aquele que conscientemente é definido. Por exemplo, voltar à patinagem.

 

Quando existe alinhamento e sinergia das estratégias que a pessoa conhece para alcançar um objetivo, com os recursos internos disponíveis no momento e as crenças que a pessoa tem sobre alcançar o objetivo que quer, tudo flui. Quando existe desalinhamento, algum recurso está pouco disponível ou a crença passou a ser limitadora; então parece que tudo se torna mais difícil.

 

No caso da patinagem, se a Rosa já fez antes então tem alguma experiência. Se quer voltar a patinar, terá vontade, desejo para isso acontecer. Se não está a fazer o que é necessário para voltar a patinar, então o que se passa? Se a Rosa nunca patinou, mas fala com vontade de o começar a fazer, mas não avança, o que se passa?

 

Acredito que o que se passa poderá ser o ganho secundário, inconsciente, de não fazer está a ser maior do que o ganho primário, conscientemente percebido, de fazer. Qual o ganho secundário de não fazer? Pode ser um, ou mais, de muitos: evitar “falhar”, alterar rotina, evitar expor-se a comentários, alívio, segurança, conexão, atenção recebida, … Mas, não se pode satisfazer essas necessidades e conseguir esse ganho secundário fazendo o que queremos fazer em vez de o conseguir não fazendo o que queremos? Sim, claro! Essa é beleza do sistema humano e da transformação de uma forma integradora, alinhada e possibilitadora!

 

Olhe para a sua vida. O que quer começar ou voltar a fazer? Já identificou? Boa. E agora, vai continuar a “patinar” ou vai fazer alguma coisa diferente em relação a isto?

 

 

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