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Porque apanhar COVID-19 voluntariamente é má ideia

«Parem de brincar com fogo», alertam especialistas médicas contra a exposição intencional ao vírus que causa a COVID-19.

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Contrariando a ideia que se está a enraizar entre alguma população de que apanhar COVID-19 de forma intencional é bom para ‘despachar o assunto’, uma vez que a variante ómicron parece ser menos agressiva, duas médicas especialistas na doença alertam: «Parem de brincar com fogo».

 

Nicole Van Groningen, médica do Hospital Cedars-Sinai, EUA, que já tratou centenas de pacientes com COVID-19, e Catherine Le, especialista em doenças infeciosas e codiretora do Programa de Recuperação Cedars-Sinai COVID-19, indicam as razões pelas quais apanhar o chamado novo coronavírus de propósito é uma péssima ideia.

 

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  1. Pode ficar muito doente

Embora a variante ómicron pareça estar a causar uma doença mais leve entre as pessoas vacinadas, a mesma pode levar a um caso grave de COVID-19, especialmente entre os não vacinados, bem como em pacientes com cancro e transplantes e em pessoas com um sistema imunitário enfraquecido.

 

«Não há garantia de que você terá um caso leve», diz Van Groningen. «Algumas pessoas ainda ficam muito doentes e precisam de ir para o hospital. Outras sentem-se muito mal em casa. Alguns pacientes dizem que é pior do que a pior gripe que já tiveram».

 

Van Groningen acrescenta que há muitos novos tratamentos que foram recentemente aprovados, no caso pela Food and Drug Administration dos EUA ,que podem ser úteis para pessoas que têm uma doença leve e podem prevenir uma doença grave. Mas esses medicamentos ainda não estão amplamente disponíveis, são prescritos apenas para pacientes de alto risco e são escassos. Enquanto isso, muitos dos medicamentos mais usados ​​para tratar a COVID-19 no passado têm-se mostraram menos eficazes contra a variante ómicron.

 

  1. Pode infetar outras pessoas que poderão ficar muito mais doentes

Se apanhar COVID-19, pode espalhar o vírus sem saber e infetar pessoas que poderão ficar muito mais doentes, alerta Catherine Le.

 

«Você pode ser jovem, saudável e ficar bem», diz Le. «Mas digamos que você não saiba exatamente quando contraiu a COVID-19 ou quando se tornou infecioso e transmite o vírus a alguém da sua família ou da comunidade que fica em risco de ter um mau resultado. É muito difícil de controlar».

 

Le acrescenta que a imunidade natural que se desenvolve após ficar doente com COVID-19 não é melhor do que a imunidade fornecida pela vacinação, de acordo com dados científicos.

 

«Se está à procura de imunidade, porque não se vacina?» questiona Le. «E qualquer pessoa que seja elegível para uma dose de reforço deve receber uma. A vacinação é a arma mais potente que temos contra esta pandemia», assinala.

 

  1. Pode desenvolver COVID-19 de longa duração

Uma das consequências potenciais mais sérias de se infetar é que até 30% das pessoas que adoecem desenvolvem sintomas persistentes, também conhecidos como COVID-19  de longa duração. Le e os seus colegas do Programa de Recuperação COVID-19 e da Clínica de Cardiologia Pós-COVID-19 trataram centenas desses pacientes, muitos dos quais são jovens e apresentaram apenas sintomas leves de COVID-19.

 

«Não é preciso ter COVID-19 muito grave para ter todos esses sintomas potencialmente graves e debilitantes que podem durar mais de um ano», explica Le. «Uma grande variedade de pessoas pode desenvolver estes sintomas, incluindo adolescentes. Pessoas jovens e saudáveis ​​compõem grande parte da nossa clínica».

 

 

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