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Por razões de (in)segurança

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Nos anos 40 do século passado, o psicólogo americano Abraham Maslow publicou a ‘Teoria da Motivação Humana’ onde, recorrendo a uma pirâmide, sugeria que o ser humano tem várias necessidades e que estas seguem uma hierarquia.

 

O propósito do artigo de hoje não é debater a validade desta teoria ou não, mas sim falar um pouco sobre aquela que Maslow referia ser a segunda necessidade dos humanos: a segurança.

 

Segundo ele, numa primeira fase, a segurança tem essencialmente a ver com a nossa integridade física, necessidade de protecção dos elementos etc., posteriormente temos necessidade de ordem, estabilidade e leis. E esta estabilidade é boa, pois faz-nos avançar. É em períodos de estabilidade que “compomos” a nossa vida e que criamos condições para preencher outras necessidades. Posso pegar num exemplo comum, aquele filme do velho Oeste em que a cidade está tomada por bandidos e anda tudo num alvoroço. É fácil imaginar que a primeira necessidade dos habitantes é protegerem-se, ficando em casa e evitando situações de perigo. Porém, quando finalmente chega o xerife e repõe a ordem, a população pode finalmente começar a dedicar-se a outras coisas que vão muito além da própria sobrevivência. Começam a conviver, a ler, a pintar e outras actividades de lazer. E é perfeito, por isso, podemos dizer que a segurança e a estabilidade são absolutamente essenciais se queremos criar condições para evoluir em diferentes áreas da nossa vida.
Mas o povo costuma dizer que “não há fome que não dê em fartura” e até segurança a mais pode ser mau. O que quero dizer com mau e mau em que sentido?
Cada avanço na nossa vida, cada progresso implica habitualmente sair da zona de conforto, implica arriscar, fazer algo que ainda não fizemos. Se é casado/a, talvez tenha tido um acesso de coragem para “meter conversa” com a sua cara metade. Se trabalha, deve ter passado por um processo de recrutamento onde foi avaliado e questionado e é possível que isso lhe tenha causado desconforto. Também é possível que, em qualquer um dos casos, quando hoje olha para trás, pensar que valeu a pena e teria feito tudo de novo!
Agora imagine o contrário. A sério, peço-lhe que pare de ler o artigo no final desta frase e que feche os olhos apenas por uns segundos e imagine realmente como seria hoje a sua vida se não tivesse arriscado, se não tivesse saído da sua zona de conforto. Ok pare agora!

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