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Plásticos sem BPA também podem ser risco para a saúde

A luta contra o plástico é cada vez uma constante na sociedade moderna. Mas para além da questão ambiental também existe a questão química e os seus efeitos na saúde. Só que os 'novos plásticos', livres de BPA, podem ser igualmente prejudiciais, revela uma nova investigação.

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Um grupo de investigadores da Universidade Estadual de Washington, nos Estados Unidos, descobriu que os ‘novos plásticos’, que apresentam substitutos do químico bisfenol A, também causam anormalidades genéticas e problemas reprodutivos em ratos de laboratório.

 

O químico bisfenol A, também conhecido como BPA, tem sido bastante utilizado nos plásticos e pode ser encontrado em garrafas, dispositivos médicos ou forros de latas de comida.

 

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A equipa da Universidade de Washington, que foi liderada pela investigadora Patricia Hunt, descobriu um conjunto de anormalidades nos ratos de laboratório. Uns, aqueles que tinham gaiolas a serem lavadas com determinado detergente, apresentaram anormalidades nos cromossomas do ovo. Já em outros animais foram vistos defeitos reprodutivos. Os animais que apresentaram estes defeitos estavam alojados em gaiolas de plástico feitas com alternativas ao BPA. «Há crescentes evidências de que muitas destas substituições comuns não são muito seguras», explicou Patricia Hunt, que é professora da Escola de Biociências Moleculares desta universidade.

 

«Este é um plástico mais estável, mas induziu efeitos similares no processo de fabricação de óvulos e espermatozoides. É importante ressaltar que, quando testamos os produtos químicos em experiências controladas, obtivemos sempre um conjunto de resultados semelhantes», conta a investigadora que em conjunto com os seus colegas também usaram outras substituições, como é o caso do BPF, BPAF e o difenil sulfona, mas em todos os casos os ratos de laboratório apresentaram problemas reprodutivos.

 

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O mesmo tipo de problemas, e outras questões de saúde, podem afetar os seres humanos que entrem em contacto com estes ‘novos plásticos’. «Estas descobertas aumentam as evidências crescentes dos riscos biológicos apresentados por esta classe de substâncias químicas», defende Hunt e os seus colegas, em comunicado da Universidade Estadual de Washington.

 

Assim, seguro mesmo será evitar ao máximo a utilização de plásticos. Veja na galeria acima algumas dicas a seguir para reduzir o consumo de plástico quando vai às compras.

 

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