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Plásticos: o flagelo que despertou a preocupação da humanidade

A 'guerra' aos plásticos é uma preocupação cada vez maior para a população mundial. Inúmeros países, empresas e instituições, assim como particulares, estão a tomar medidas para reduzirem a quantidade de plásticos que usamos e que acabam, de uma forma ou de outra, no mar. Aqui, danificam a vida marinha e criam inúmeros problemas ao planeta. Falámos com a Quercus para percebermos a real dimensão de um problema que entrou definitivamente na agenda mediática.

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Ao nível da Europa, já estão a ser tomadas algumas medidas para conter esta poluição. Até 2030, todas as embalagens de plástico no mercado da União Europeia deverão ser recicláveis, o consumo de objetos de plástico descartáveis será reduzido e a utilização intencional de microplásticos será restringida. Estas medidas fazem parte da primeira estratégia para resíduos de materiais plásticos, adotada pela Comissão Europeia a 16 de janeiro de 2018, e que se integra no processo de transição para uma economia mais circular. O processo vai ser faseado e vem no seguimento do movimento da União Europeia em direção a uma economia circular de resíduos plásticos. A eliminação gradual terá início a partir de julho de 2019, respeitando as obrigações contratuais existentes.

 

Mas mesmo com estas medidas, a Quercus defende que os grandes líderes mundiais ainda não perceberam a dimensão deste problema nem as consequências do mesmo para a saúde das populações. Recorde-se que Donald Trump retirou os Estados Unidos dos acordos de Paris e é uma das vozes mais descrentes quando falamos de aquecimento global.

 

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«É fundamental legislar sobre a utilização de produtos em plástico descartável e apostar na educação das populações sobre as consequências dos maus encaminhamentos. Por outro lado, os países que não têm soluções para tratar os seus lixos têm que ser auxiliados na criação de infraestruturas ou respostas alternativas às lixeiras», defende a representante da Quercus. A associação vai lançar, ainda este ano, um livro com algumas dicas para ajudar a mudar a sua vida e salvar o planeta.

 

«Temos que proibir a sua utilização em algumas práticas, criar incentivos à entrega destes produtos para reciclagem (como a tara recuperável), taxar a aquisição destes produtos, disponibilizar pontos de entrega para reciclagem nos estabelecimentos que utilizem este tipo de produtos e promover a utilização de materiais reciclados», diz Carmen Lima, da Quercus.

 

Em Portugal, ainda há muito para fazer, tanto a nível político como com a população, que ainda não sabe muito bem quais são as consequências dos seus maus comportamentos. A verdade é que quando deita algo para o chão, este vai ficar lá até que alguém o apanhe e o coloque no sítio certo, os caixotes do lixo. Ou então, um dia, vai parar ao mar.

 

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«A falta de conhecimento sobre a relação da proteção ambiental com a nossa qualidade de vida e saúde leva a que a população ainda não esteja motivada para fazer a diferença, como procurar os materiais reciclados, evitar o uso excessivo de materiais em plástico, entrega-los para reciclagem. É importante assumirmos a regra dos 5 R, em que o primeiro é o mais importante, recusar. Recuso um café em copo de plástico, recuse um copo com água servido em plástico, recuse uma refeição servida em prato de plástico, estes comportamentos irão provocar a mudança junto dos comerciantes e quem está do outro lado que opta pelas soluções mais fáceis em detrimento das mais sustentáveis», explica Carmen Lima.

 

Esta é uma luta de todos nós. Temos de mudar os nossos hábitos, a nossa vida e a forma como olhamos para o planeta, a nossa única casa e que tantas vezes é maltratada. Este é um grave problema de poluição que se prevê que duplique nos próximos 15 anos, caso se mantenha a atual tendência. Conheça mais factos sobre o impacto que os plásticos estão a ter no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas, na galeria no início do artigo.

 

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