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Plásticos: o flagelo que despertou a preocupação da humanidade

A 'guerra' aos plásticos é uma preocupação cada vez maior para a população mundial. Inúmeros países, empresas e instituições, assim como particulares, estão a tomar medidas para reduzirem a quantidade de plásticos que usamos e que acabam, de uma forma ou de outra, no mar. Aqui, danificam a vida marinha e criam inúmeros problemas ao planeta. Falámos com a Quercus para percebermos a real dimensão de um problema que entrou definitivamente na agenda mediática.

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Já pensou na quantidade de coisas que são feitas de plástico que utilizamos diariamente? Os plásticos estão extremamente presentes nas nossas vidas. São geralmente de utilização curta e demoram centenas de anos a desaparecer depois de descartados. Quando deitamos fora sacos de plástico, invólucros ou palhinhas em locais não apropriados, estes acabam a poluir o ambiente e muitas vezes no mar. Aqui, para além de poluírem, danificam a vida marinha e transformam-se num pesadelo para todos, que vivemos neste ‘globo azul’.

 

O planeta terra está poluído com toneladas de plástico. Em 2018, o tema entrou definitivamente na agenda mediática, gerando preocupação na opinião pública. A poluição por plástios apresenta números avassaladores. Segundo a ONU, 10% da poluição gerada pelos humanos é de produtos de plástico, sendo que metade dos plásticos são utilizados uma única vez. E a disseminação de plástico é de tal ordem que 83% da água potável no mundo contém vestígios de partículas de plástico. Ao mar chegam todos os anos 13 toneladas destes detritos. As costas estão cheias de lixo, o fundo do mar está cheio destes resíduos e muitos animais comem-nos e acabam por morrer. E, se não revertermos este nosso modus operandi, a situação vai agravar-se cada vez mais. Por isso mesmo, o tema plásticos é o alvo de combate em 2018 das organizações internacionais. E doranvante.

 

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A sociedade ‘acordou’ para um problema que já é impressionante e que está em todo o lado. Por vezes com dimensões astronómicas. Em pleno Pacífico, existe uma ‘ilha de plástico’ composta por redes de pesca, garrafas, bidões, sacos de plástico e micro plásticos. É composta por cerca de 80 mil toneladas de material espalhadas por 1,6 milhões de quilómetros quadrados – e não para de crescer. É gigante.

 

Estas são substâncias tóxicas existentes no oceano que acabam por ser ingeridas por inúmeras criaturas marinhas, ficando presentes nos seus tecidos gordos. Os peixes, tartarugas, aves marinhas e restantes animais acabam por ser envenenados por estes plásticos, e aqui começa uma espiral negativa que está a ser combatida pelas mais altas instâncias, como é o caso da ONU, que criou a campanha ‘Clean Seas’.

 

«Quando os humanos ou outros animais de maior porte (como as baleias) comem estes peixes, acabam por absorver, através dos tecidos gordos, os químicos absorvidos», conta Carmen Lima, da Quercus, a associação portuguesa de defesa do ambiente. E o problema não é dos outos. Já há peixes a serem pescados na costa portuguesa com pedaços de plástico no seu organismo e que não são aconselháveis ao consumo humano.

 

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A ‘ilha de plástico’ no Pacífico transmite uma imagem impressionante do que está a acontecer. Mas «este caso não é único, existem diversos países que, sem destino para o tratamento deste tipo de resíduos, vão criando lixeiras ribeirinhas, onde os plásticos são libertados e ficam dispersos pela costa destas regiões. Por outro lado, os maus hábitos de descartar o lixo pelo sanitário ou abandoná-lo aquando da realização de um piquenique provoca o encaminhamento dos mesmos para os mares e os oceanos», diz sobre a responsabilidade social e particular.

 

Uma luta mundial

A França e a Nova Zelândia pretendem proibir o uso de plásticos de qualquer forma, os espaços comerciais em Portugal já não oferecem sacos de plástico e inúmeras empresas de restauração estão à procura de substitutos para as palhinhas de plástico. No seguimento das preocupações globais com a poluição causada pelos plásticos, o Parlamento Europeu anunciou que vai abolir as garrafas de plástico e outros itens de utilização única feitos deste material das suas instalações.Os europeus geram, anualmente, 25 milhões de toneladas de resíduos de plástico, das quais menos de 30 % são recolhidas para reciclagem.

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