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Pílula ininterrupta: sim ou não?

Em relação aos riscos da toma ininterrupta da pílula, vários estudos parecem demonstrar que estes não são muito diferentes dos observados com a utilização da pílula em regime cíclico.

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Será a menstruação um acontecimento necessário na vida da mulher? À luz do conhecimento científico atual, tem-se tornado cada vez mais evidente que menstruar mais vezes ao longo da vida faz provavelmente pior do que menstruar menos vezes.

 

A menstruação, e a exposição crónica do organismo a variações hormonais do ciclo menstrual, parece estar relacionada com o aumento da incidência de algumas doenças, como por exemplo, a endometriose e o cancro do ovário.

 

Normalmente, a pílula usada na contracepção hormonal combinada (CHC), que contém estrogénios e progesterona, é ingerida durante 21 dias, e depois a mulher permanece sete dias sem tomar os comprimidos. Quando o regime é contínuo (ininterrupto), a mulher inicia uma nova embalagem no dia seguinte ao fim da última, não respeitando o intervalo e evitando deste modo a vinda da hemorragia de privação (“falsa menstruação”). Contudo, em alguns casos, mesmo a tomar a pílula em regime contínuo, a mulher pode ter sangramentos ligeiros enquanto toma a pílula (“spotting”).

 

Qualquer mulher antes de iniciar a toma de uma pílula, de forma cíclica ou contínua, deve ir a uma consulta médica, para avaliação do seu estado de saúde e ser informada da eficácia, vantagens e desvantagens, efeitos secundários, riscos e benefícios do medicamento.

 

Em relação aos riscos da toma ininterrupta da pílula, vários estudos parecem demonstrar que estes não são muito diferentes dos observados com a utilização da pílula em regime cíclico. Contudo, para termos a certeza que assim é, são ainda necessários mais estudos e que incluam um maior número de mulheres.

 

As contraindicações/riscos da utilização ininterrupta da CHC são os mesmos que para o uso não contínuo destes medicamentos. Ou seja, quem não pode tomar a pílula de uma maneira, também não deve fazer o seu uso de outra. Assim, é útil relembrarmos as principais contraindicações: hipertensão arterial, diabetes, enxaqueca com aura, hemorragia genital de causa desconhecida, índice de massa corporal >40, história ou doença atual de tromboembolismo venoso ou de doença cardiovascular/cerebrovascular, fumadora com mais de 35 anos, mulheres que tiveram ou têm cancro de mama, existência de doença hepática/vias biliares, entre outras.

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