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Philippe Gelber: «O consumidor está mais consciente dos aspetos positivos e negativos dos produtos»

Hoje vão ser revelados os vencedores do Produto do Ano em Portugal, um selo internacional que distingue os produtos inovadores que surgiram no mercado em várias categorias. A completar 30 anos de história global e 13 em Portugal, o foco continua a ser na inovação do produto, mas o consumidor tem cada vez mais uma palavra a dizer. Leia a entrevista ao CEO do Produto do Ano Mundial.

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Esta noite, tem lugar a cerimónia para a entrega dos prémios do Produto do Ano em Portugal. Estão inscritos 51 produtos, divididos por 25 categorias, desde produtos alimentares, para a casa, de higiene, eletrónicos, etc.

 

Os produtos foram sujeitos à avaliação de 6.000 consumidores, no estudo com a maior representatividade desde sempre em Portugal e para o qual contou com a participação da Netsonda.

 

Os prémios são atribuídos pela organização internacional presente em 37 países e é o mais antigo selo do género que premeia os produtos que se destacam, na sua categoria, pela inovação, atratividade e satisfação e com voto direto dos consumidores.

 

Veja também: As sete tendências dos consumidores europeus para 2017

 

É unanime em todo o mundo que o Produto do Ano contribui para o aumento de vendas. Em média, as vendas dos produtos vencedores sofrem um crescimento superior a 10%. Vários estudos na Europa mostram que entre 65% e 85% dos consumidores referem que a utilização deste símbolo nas embalagens e campanhas promocionais constitui um forte incentivo à compra dos produtos.

 

O que tem um produto de ter para poder ser elegível a Produto do Ano?

Nós focamo-nos na inovação, em novos produtos. Dependendo do país, o timing pode variar, mas em média um novo produto que tenha sido introduzido na distribuição nos últimos 18 meses pode participar na eleição. As limitações prendem-se com a legislação local e a regulação da publicidade (como em produtos de álcool, tabaco…).

 

Quem elege os produtos e como é o processo?

Esta é a nossa ‘promessa’. São votados pelos consumidores. Fazemos isto a nível global através de entidades de pesquisa independentes, como a GFK, Nielsen ou TNS/Quantar, dependendo da localização. Todos os anos, mais de 200 mil consumidores a nível mundial votam na sua inovação preferida em cada categoria de produto. Isto representa um enorme investimento para a nossa organização, mas também garante a independência e a credibilidade dos resultados. O nosso ADN é feito de dois elementos essenciais:  inovação e consumidores.

 

Veja também: Adelaide, a plataforma que une o produtor ao consumidor

 

Quais são as principais tendências dos consumidores em 2017?

Eu diria o surgimento de duas coisas nos países desenvolvidos. Os produtos já não são exclusivamente aquilo que pensávamos que eram. Por exemplo, a Uber é um produto ou um serviço? Nós temos muitos países agora a criarem produtos/aplicações e isto está a crescer ano após ano. Os bancos e as seguradoras estão a começar a tratar dos seus produtos mais como bens de grande consumo.

Outro elemento interessante são os produtos conectados, como a escova de dentes conectada ao seu PDA ou o robot de cozinha com receitas online. Mas uma coisa é certa: há também um retorno da importância da ligação ao consumidor no ponto de venda, para descobrir novos produtos. Mais de 60% dos ensaios de novos produtos nascem na loja.

Então, para resumir o ponto, há o aumento da tecnologia, mas está de volta o contato concreto e real com os produtos. Ou seja, voltamos a ter um equilíbrio mais razoável.

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