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Petição apela à preservação do património natural da Península de Tróia

Está a ser projetada a construção massiva de um empreendimento turístico luxuoso numa região da Península de Tróia, que põe em causa o património natural e histórico de Portugal

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O GEOTA e o Movimento Dunas Livres apelam à assinatura da petição e à participação ativa dos cidadãos pela proteção do património natural da Península de Tróia que se encontra em risco devido à construção massiva de vários empreendimentos turísticos de luxo.

A petição criada pelo GEOTA e pelo Movimento Dunas Livres visa revogar o Plano de Urbanização de Tróia, fazendo com que as áreas que estão projetadas para serem urbanizadas, estejam antes protegidas pela sua inclusão na Reserva Natural do Estuário do Sado. Neste seguimento, torna-se urgente para o GEOTA e para as Dunas Livres levar o assunto à Assembleia da República, para poder travar a tempo estes projetos.

 

Atingidas as assinaturas necessárias da petição, será enviada uma carta aberta, escrita em colaboração com a Liga da Proteção da Natureza, a vários órgãos municipais e do governo, tais como o ministro do Ambiente, o primeiro-ministro, o presidente da República, o diretor da CCDR do Alentejo, o vereador de Grândola, entre outros. Nesta carta está fundamentada a exigência pela conservação dos ecossistemas dunares da região de Tróia que estão a ser ameaçados pela urbanização turística desregulada.

 

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A petição está perto de atingir o objetivo inicial, as 7500 assinaturas, porém muitas delas são inválidas por motivos que ultrapassam o Movimento Dunas Livres que reforça a urgência da assinatura desta petição, para poder colmatar o elevado número de assinaturas que não servem para efeitos de contagem.

 

O Movimento Dunas Livres e a Liga da Proteção da Natureza consideram que a maior ameaça à integridade ecológica da região é o iminente desenvolvimento imobiliário, turístico e urbanístico de luxo projetado para a Península de Tróia. Reforçam também que a faixa costeira Tróia-Sines é uma das últimas e mais bem preservadas zonas do litoral ibérico, um tesouro natural único que até hoje escapou às pressões que se fazem sentir na orla costeira. No entanto, consideram que a classificação territorial não acompanha, nem salvaguarda, o seu Património Natural único. As duas entidades avançam ainda que as urbanizações previstas para as denominadas Unidades Operativas de Planeamento (UNOP) 4, 7 e 8 são uma ameaça frontal, assumida e irreversível do Património Natural insubstituível.

Esta ocupação contará com a construção de hotéis, aldeamentos de moradias e apartamentos turísticos, além de outras infraestruturas recreativas ou de apoio logístico. As Avaliações de Impacto Ambiental destes projetos apresentaram pareceres condicionados, e cujas solicitações são por vezes consideradas não aplicáveis. Adicionalmente, a Avaliação dos projetos para uma das regiões da Península de Tróia foi publicada há mais de uma década, não garantindo dados atualizados.

 

Esta carta, apesar de ter como fim último a preservação do património natural de Tróia, denúncia a construção insustentável, apela ao investimento num futuro valioso para as populações locais e vindouras e invoca também a insubstituível e importante participação dos cidadãos nas tomadas de decisões estruturantes para Portugal.

 

Carta aberta disponível aqui.

Link para assinar a petição disponível aqui.

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