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Pessoas felizes têm problemas de empatia

Apesar de ser bom ter pessoas que estão sempre felizes com a vida à nossa volta, saiba que estas podem ter dificuldade em ler os sentimentos dos outros

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A ideia de que estarmos rodeados de pessoas felizes só traz benefícios às nossas relações é posta em causa por um estudo levado a cabo pela publicação científica online Plos One. A pesquisa sugere que as pessoas que estão geralmente de bom-humor não são tão perspicazes na leitura dos sentimentos negativos das pessoas que as rodeiam, apesar de estarem convencidos que são capazes de o fazer, salienta o estudo.

Os pesquisadores pediram aos participantes do estudo que descrevessem o quão felizes são no dia-a-dia e o quão empáticos consideram ser. A primeira conclusão retirada desta fase do estudo foi que quanto mais felizes as pessoas dizem ser, também mais empáticas se consideram.

Na fase seguinte do estudo, os investigadores apresentaram vídeos com monólogos de desconhecidos, em que estes narram acontecimentos da sua vida, nomeadamente dois acontecimentos positivos e dois negativos. Enquanto os participantes visualizavam os vídeos, deveriam pontuar, segundo a segundo, o nível de emoções positivas e negativas que eles pensavam ser o que o orador no vídeo estava a sentir. Os voluntários que prestaram os depoimentos para os vídeos preencheram o mesmo quadro de pontuação de emoções, para permitir a comparação de resultados.

A pesquisa permitiu verificar que, antes de mais, as pessoas com uma personalidade mais positiva acreditavam que as suas respostas estariam mais próximas da verdade do que as pessoas mais depressivas. No entanto, os resultados mostraram que isto não se verificou. Pelo contrário, as pessoas consideradas mais felizes mostraram mais dificuldade em perceber o estado emocional num discurso altamente negativo, em que um dos voluntários falava da morte de um dos pais.

O estudo pretende mostrar que, ao contrário do comummente pensado, as pessoas com o estado de espírito sempre em alta podem ser uma boa companhia mas não são necessariamente melhores amigos ou capazes de compreender melhor as emoções.

Por Joana de Sousa Costa

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