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Pessoas com sentido de unidade tiram maior satisfação da vida

Efeito é encontrado independentemente da religião, diz um novo estudo realizado pela Universidade de Mannheim, na Alemanha, que envolveu mais de 75 mil pessoas. Embora estar satisfeito com a vida como um todo deva ser recompensador por si só, este sentimento traz benefícios adicionais, como o aumento do desempenho académico em pessoas mais jovens e melhor saúde na velhice, revela a pesquisa.

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As pessoas que acreditam na unicidade – a ideia de que tudo no mundo está conectado e interdependente – parecem ter maior satisfação com a vida do que aquelas que não têm esta crença, independentemente de pertencerem a uma religião ou não, segundo uma nova pesquisa realizada na Alemanha e divulgada pela Associação Psicológica Americana.

 

«A sensação de estar em harmonia com um princípio divino, a vida, o mundo, outras pessoas ou mesmo atividades tem sido discutida em várias tradições religiosas e também numa ampla variedade de pesquisas científicas de diferentes disciplinas. Os resultados deste estudo revelam um efeito positivo significativo das crenças da unicidade sobre a satisfação com a vida, mesmo controlando as crenças religiosas», disse Laura Marie Edinger-Schons, autora do estudo e investigadora na Universidade de Mannheim.

 

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Edinger-Schons realizou duas pesquisas envolvendo quase 75.000 pessoas na Alemanha. Na primeira pesquisa, os participantes foram solicitados a responder a uma série de declarações destinadas a medir a sua crença na unicidade (por exemplo, “Acredito que tudo no mundo é baseado num princípio comum” ou “Tudo no mundo é interdependente e influenciado pelo outro”. Eles também foram solicitados a responder a itens que medem outros conceitos associados à unidade, como a conexão social, a conexão com a natureza e a empatia, assim como a satisfação com a vida.

 

Edinger-Schons encontrou uma correlação significativa entre os conceitos associados à unicidade, sugerindo que essa era uma medida válida do conceito. Mais importante, ela também descobriu que pessoas com resultados mais altos relataram satisfação de vida significativamente maior.

 

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Para determinar se os resultados de unicidade eram variáveis ​​ao longo do tempo, a mesma pesquisa foi feita ao mesmo grupo de pessoas seis semanas depois. Enquanto pouco mais de 3.000 deles responderam, Edinger-Schons ainda descobriu que as crenças de unicidade não haviam mudado significativamente e, portanto, poderiam ser estáveis ​​ao longo do tempo. «Obviamente, as crenças de unicidade são mais do que um sentimento específico da situação. Parecem representar uma atitude geral em relação à vida».

 

Mais uma vez, a investigadora também encontrou uma correlação significativa entre as crenças de unicidade e a satisfação com a vida. Embora estar satisfeito com a vida como um todo deva ser recompensador por si só, pesquisas sugerem que pessoas com maior satisfação de vida experimentam alguns benefícios adicionais, como o aumento do desempenho académico em pessoas mais jovens e melhor saúde na velhice, de acordo com Edinger-Schons.

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