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Pessoas com “arrogância intelectual” têm melhores resultados

Um estudo da Universidade Baylor descobriu que as pessoas com um alto nível de autoconfiança obtêm melhores notas, embora as pessoas humildes sejam mais apreciadas para trabalhar em grupo

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Um grupo de investigadores da Universidade de Baylor publicou um estudo no “Jornal de Pesquisa de Personalidade” que revelou, para surpresa dos especialistas, que a “arrogância intelectual” – definida pela visão exagerada das próprias capacidades intelectuais e cultura geral – é normalmente sinal de conquistas académicas, em particular no que diz respeito ao trabalho individual.

 

Até agora, os investigadores acreditavam que a “humildade intelectual”, ou seja, ter uma visão moderada da própria inteligência e ser aberto a críticas, seria um caminho mais certo para o sucesso na vida académica.

 

Além destas descobertas, o estudo “A auto análise contrastante e a avaliação consensual da humildade e arrogância intelectuais” também revelou que, em situações de trabalho de grupo, a humildade e a vontade de aprender são condições relevantes para a colaboração na sala de aulas, local de trabalho e outras situações, explicou o autor principal do estudo Benjamin R. Meagher.

 

«Quando se trata de auto classificação em relação à humildade, as pessoas geralmente não têm uma ideia de si igual à dos outros. Isto quer dizer que quase toda a gente concorda que o Donald Trump é egoísta, exceto talvez ele», explicou o investigador Wade C. Rowatt. «As pessoas podem chegar a acordo quanto a se uma pessoa é intelectualmente arrogante ou humilde, mas pode demorar tempo.»

 

Para o estudo, 103 alunos foram divididos em grupos de quatro a seis elementos durante um semestre. Depois de trabalharem sozinhos e em grupo durante os seis meses, os elementos da amostra fizeram testes de autoavaliação e classificaram o desempenho dos restantes colegas. Entre os vários fatores analisados encontram-se a assertividade, inteligência, autodisciplina, abertura e humor.

 

Nas conclusões percebe-se que grande parte dos que se classificaram como humildes também pensam ser competentes, agradáveis e líderes. Já os grupos tendem a ver como intelectualmente arrogantes aqueles que lhes pareceram dominadores, extrovertidos e pouco agradáveis. Nesta fase as opiniões dos grupos foram consensuais.

 

Numa segunda fase do estudo, em que 135 pessoas que não se conheciam foram divididas entre grupos e passaram 45 minutos a partilhar informações e a resolver problemas hipotéticos, foi mais difícil atingir o consenso na hora de avaliar os participantes.

 

«O que me parece importante na humildade intelectual é que ela é necessária para aprender numa sala de aula ou num ambiente de trabalho. Aprender algo novo exige que primeiro haja um reconhecimento da nossa ignorância em relação a esse assunto e estar disposto a mostrá-la aos outros», explica Meagher.

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