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Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção afeta desempenho académico dos estudantes universitários

Estima-se que cerca de quatro por cento dos adultos sofra desta perturbação, que tem como sintomas mais comuns a desorganização e incapacidade de foco, a inquietação motora, a tomada de decisões precipitadas, entre outras. No Dia Mundial da Saúde Mental, a Unidade Psiquiátrica Privada de Coimbra lança uma campanha de sensibilização destinada aos estudantes do ensino superior.

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A Unidade Psiquiátrica Privada de Coimbra (UPPC) lança hoje, no Dia Mundial da Saúde Mental, uma campanha de sensibilização para a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) no adulto. Esta iniciativa tem como objetivo alertar os estudantes do Ensino Superior para a importância do diagnóstico precoce desta doença.

 

A campanha vai decorrer ao longo do mês de outubro, com o apoio de várias associações de estudantes de todo o país que, através das redes sociais e distribuição de flyers, irão informar alunos, professores e não docentes para a correta identificação dos sinais de alerta mais comuns desta condição.

 

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A PHDA é uma doença neuropsiquiátrica crónica na qual se verificam alterações no funcionamento cerebral e cognitivo, que resultam na desatenção, agitação motora e impulsividade invulgares para a idade do indivíduo. Estima-se que cerca de quatro por cento dos adultos sofre desta perturbação atualmente. Entre os sintomas mais comuns estão a desorganização e incapacidade de foco, a inquietação motora, a tomada de decisões precipitadas, a dificuldade em realizar atividades que requeiram calma e esforço mental e a comunicação excessiva.

 

«Dado que a PHDA em jovens adultos se pode manifestar em contexto escolar/profissional, importa trabalhar no sentido de consciencializar as comunidades académicas para a correta identificação de uma doença que, quando não tratada, pode levar ao insucesso escolar, baixa autoestima, isolamento social, propensão para comportamentos de risco (consumo de drogas e álcool, gravidez não planeada, etc.), bem como ao risco de desenvolver outras doenças, como depressão ou transtornos de personalidade», explica Joaquim Cerejeira, diretor clínico da UPPC.

 

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O psiquiatra acrescenta que «mais do que informar para o conhecimento da doença, esta campanha pretende, acima de tudo, promover o diagnóstico atempado, de modo a que possam ser implementadas estratégias terapêuticas eficazes, que permitam minimizar as consequências negativas desta perturbação e assegurar a qualidade de vida do indivíduo e respetiva família.»

 

O tratamento passa por uma consulta, através da qual se aposta numa abordagem terapêutica que inclui intervenções psicoterapêuticas e farmacológicas. A longo prazo é comum a combinação das duas opções, para resultados mais positivos. Contudo, em casos mais isolados e a curto prazo, a eficácia do tratamento é alcançada com o uso de fármacos.

 

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