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Perfeição? És tu, exatamente como és e como estás

Desde pequeno que ouço frases como “O Paulo tirou melhor nota do que tu. Vê lá se aprendes com ele…”; “A Rosa é que esteve bem. Devias era fazer como ela”; “A Joana foi a melhor! Querias tu ser como ela!”. Também ouviste algo assim?

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Do que observo, a comparação social limita, ou esconde, a perfeição de cada um de nós. No meu trabalho, percebo quando uma pessoa se está a focar nos outros; a se comparar com o que os outros fazem ou dizem; a pensar no que os outros podem esperar que ela decida, faça ou diga.

 

Percebo também se, e como, essa pessoa está desligada dela própria, a colocar-se em segundo (ou terceiro, quarto, …) plano. A ter-se menos em conta, a sentir-se menos prioritária – e, por vezes, menos merecedora.

Eu próprio, por vezes, ainda apanho algum pensamento “silencioso”, nos bastidores, a auto sabotar-me. Alguma voz interior que, por baixo do radar da consciência, questiona a minha individualidade, capacidade ou expressão única. Acredito que esses pensamentos vêm, são, na verdade, de outras pessoas. São parte do que me foi dito que eu seria, por comparação com outros, nalguma situação, noutro tempo e noutro lugar.

 

Tal como ajudo clientes a fazerem, nesse momento, faço algo para voltar ao meu centro. Para me ligar à minha essência. Para me expressar sentindo-me eu, criando e desfrutando a minha vida.

Mas podes perguntar: a comparação social existe – e sempre vai existir; e, uma pessoa tem de saber lidar com isso e ultrapassar esta questão, não? Bom, não sei quando ao “sempre” mas percebo e talvez assim aconteça – veremos. Agora, para mim, a questão está na forma como a pessoa se relaciona com a comparação social; qual o impacto que isso está a ter na sua identidade e na qualidade da sua experiência diária; que competências tem para lidar saudavelmente com isso; e, assumindo a sua responsabilidade e poder pessoais, as formas como expressa o que a faz única. Contribuindo para este mundo, seja a fazer contas num computador ou a limpar e higienizar um parque verde.

 

É que, tal como eu, tu és diferente de todas as outras pessoas. Por muitas características em comum que tenhas com elas. Tu existes independentemente do “normal”. Então, mais do que olhares para o “normal”, liga-te ao que te é natural. Ao que te faz sentido. Às formas de estar, sentir e fazer com que te sentes alinhado. O quer que isso seja para ti.

 

Mesmo com… não, especialmente com as imperfeições que tens. Seja alguma condição interior fora do normal, ou característica física que se destaca. Lembra-te que o normal tem a ver com os outros. Com o que é normalizado, com a norma do total de pessoas. Com isto, lembro-me da frase atribuída a Albert Einstein: “Se avaliares um peixe pela sua capacidade de subir às árvores, ele sentir-se-á estúpido”. Ou desadequado, insuficiente, menos merecedor.

 

É que tu és um ser humano único. Diferente de um copo moldado numa fábrica, sem nada que o distinga dos outros feitos iguais a ele. És uma pessoa distinta de qualquer outra.  Diferente de uma taça, igual a tantas outras, na estante de uma grande loja, à espera de ser comprada.

 

Nunca existiu nem vai existir alguém como tu. Com todas as tuas características, experiências vividas, aprendizagens acumuladas, ideias, vontades, capacidades. Tens um percurso único. És único. E só por isso, por existires, mereces. Mereces estar bem e receber Amor. Mereces expressar a tua opinião e sentir-te realmente ouvida e vista. Mereces descobrir o teu caminho e saborear a tua vida!

 

Tens alguma imperfeição a que dás mais atenção? Como tens lidado com isso? E em que momento te sentes uma pessoa única e perfeita? Envia mensagem com o que te sentires confortável em partilhar. E se conheces quem vai gostar de ler este texto, comenta e encaminha para essa pessoa!

 

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