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Perdão não é submissão

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Os pilares das relações afetivas incluem o respeito, a compreensão e o perdão, uma espécie de Santa Trindade do senso comum. A maioria de nós cresce a aprendê-los e tentamos transmiti-los aos mais novos, para que os vivam com a família, amigos e futuros cônjuges. São valores fundamentais, mas é imprescindível compreender o que representam na prática!

 

Quando uma relação decorre pacificamente, não há grande complexidade no entendimento destas atitudes: devemos aceitar a outra pessoa nas suas diferenças, não devemos querer impor a nossa opinião e, como errar é humano, também faz parte perdoar a outra pessoa por algumas atitudes que não tiveram um resultado positivo.

 

Quando alguém se encontra numa posição em que é repetidamente vítima de uma atitude que considera destrutiva, é necessário adequar o significado destes princípios. Os ajustes podem parecer óbvios, mas na prática verifica-se que é demasiado frequente algumas pessoas ficarem coladas à obrigação moral de serem condescendentes, deixando de se proteger porque sentem que defender-se é equivalente a agredir a outra pessoa, esquecendo até que do outro lado não há preocupação!

 

Nunca é demais reforçar: respeito pelo outro não implica abdicar do amor-próprio, caso contrário é masoquismo!

 

Mas o que mantém as pessoas a ter uma atitude passiva nas relações? Regra geral, por um conflito interior entre valores que se adquiriram na infância e a fantasia da dependência.

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