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Perceção relativa aos cigarros electrónicos mudou

Desde que foram introduzidos no mercado, em 2007, estes dispositivos foram lançados como alternativas potencialmente mais seguras aos cigarros, ou mesmo uma como maneira inofensiva de parar de fumar.

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A perceção de que os cigarros eletrónicos são menos prejudiciais do que os cigarros tradicionais diminuiu entre 2012 e 2014, um sinal de que menos pessoas estão a ve-los como uma alternativa segura para fumar tabaco, sugere um estudo conduzido por investigadores da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, EUA.

 

Em 2012, o estudo descobriu que metade dos inquiridos pensava que os cigarros eletrónicos eram menos nocivos do que os cigarros convencionais. Em 2014, o número caiu para 43%. Os e-cigarros são dispositivos operados por bateria que convertem líquido com nicotina em vapor que os consumidores inalam. Durante esse período, os vendedores geralmente representavam os cigarros eletrónicos como uma alternativa mais segura aos cigarros tradicionais.

 

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No entanto, alguns especialistas de saúde pública temem que os cigarros eletrónicos possam tornar-se numa porta de entrada para o tabagismo para os jovens. Fumar continua a ser a principal causa de morte evitável no mundo.

 

«Quando a desinformação sobre os efeitos da saúde relativa a qualquer substância se torna generalizada, é geralmente muito difícil inverter a tendência. Isso de alguma forma aconteceu aqui», observa o líder do estudo, Eric W. Ford, no site oficial da escola.

 

 

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De acordo com os Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças, 3,7% dos adultos americanos usavam e-cigarros em 2014. Os fumadores de cigarros convencionais ou pessoas que deixaram de fumar há menos de um ano revelam maior propensão para aderir aos cigarros eletrónicos do que pessoas que deixaram de fumar há mais de um ano ou que nunca fumaram.

 

Não existe consenso entre cientistas se os cigarros eletrónicos são realmente prejudiciais para a saúde humana. Por um lado, os e-cigarros eliminam muitos dos elementos cancerígenos associados ao tabaco. Por outro lado, os e-cigarros podem incluir aromas e outros ingredientes que contêm diacetil químico, que pode causar bronquiolite obliterante.

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