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Perca peso comendo de forma correta

Afinal, a forma como comemos a comida afeta mais o nosso peso do que a quantidade de calorias que ingerimos. Comer pizza fria ou esparguete do dia anterior são truques para perder peso.

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Esta é a altura do ano em que pensamos mais no peso. O final das festas obriga a uma contenção nas calorias ingeridas e perder peso faz parte das resoluções de Ano Novo de muitas pessoas. Mas se, por mais dietas que tente, não consegue perder peso, o problema pode estar na forma como ingere os alimentos e não na quantidade de calorias.

 

Especialistas da Universidade de Harvard explicam que a forma como a comida é processada e apresentada faz toda a diferença. O segredo para perder peso é comer comida crua e de difícil digestão. “Os rótulos dos alimentos dão a informação necessária para o consumidor contar as calorias. Mas a tarefa complica-se porque os produtores não contam a história completa”, diz o relatório de Richard Wrangham e Rachel Carmody. “Uma caloria é uma medida de energia usável. Os rótulos dizem quantas calorias tem o alimento mas não dizem quantas calorias retiramos dele, dependendo da forma como é processado. Se comermos um alimento cru, temos tendência a perder peso, já o mesmo alimento cozinhado vai fazer-nos ganhar peso. Apesar do número de calorias ser o mesmo, o resultado é diferente”, concluem.

 

Mas, afinal, o que é comida processada? Pode ser comida cozinhada, misturada ou amassada, ou comida que contém farinha refinada em vez de não refinada. A comida pode ser processada antes de ser comprada ou em casa, quando cozinhamos. E este processo faz toda a diferença. Quanto mais processada a comida, mais rapidamente é digerida. Por exemplo, o puré de batata é digerido mais rapidamente do que batatas salteadas; e o esparregado mais rapidamente do que espinafres cozidos ao vapor. Os estudos mostraram que processar comida altera as calorias em hidratos de carbono, proteínas ou lípidos.

 

Este fenómeno acontece porque a capacidade do organismo digerir a comida é diferente. Por exemplo, ao ingerir um alimento com amido cru, quase metade dos grãos passam pelo intestino sem serem digeridas e o corpo recebe apenas dois terços do total de calorias disponíveis no alimento. O resto pode ser usado pelas bactérias no cólon ou serem expelidos inteiros.

 

Mesmo entre os alimentos cozinhados, a capacidade do corpo para a sua digestão varia. O amido torna-se mais resistente à digestão quando arrefece depois de ser cozinhado, pois cristaliza e as enzimas digestivas não conseguem penetrar tão facilmente. Por isso, o esparguete do dia anterior ou a torrada já fria vão dar-lhe menos calorias do que a mesma comida ingerida imediatamente, ainda quente ainda que, na prática, contenham a mesma quantidade de energia.

 

Convém ainda notar que as comidas altamente processadas são geralmente mais suaves e moles, exigindo do corpo menos energia durante a digestão. Os investigadores alimentaram ratos de laboratório com dois tipos de cereais e descobriram que aqueles que comeram cereais mais processados ganharam mais peso porque o esforço do corpo para digerir era menor. Por isso, devemos preferir comidas que exijam maior esforço para digerir.

 

Infelizmente, a nossa sociedade come demais e exercita-se de menos por isso, para perder peso devemos desafiar os nossos instintos: rejeitar pão branco e suave e preferir pão duro e escuro, deixar o queijo processado de lado e preferir o natural e comer os vegetais pouco cozinhados.

 

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