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Peeling, a técnica que trava a idade e não só

Não ajuda apenas a desacelerar os sinais do tempo. É dos tratamentos não cirúrgicos mais utilizados na estética e corrige problemas que vão desde a pele acneica às rugas que chegam com a idade. A cirurgiã plástica Mara Fragomeni explica tudo.

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Os peeling estão muito associados ao rejuvenescimento facial. Mas, para além deste seu principal objetivo, há muitas outras correções que esta técnica não cirúrgica permite fazer, sendo utilizada numa alargada faixa etária. «Os superficiais podem ser feitos em pele acneica, geralmente em adolescentes, e os médios e profundos em peles mais maduras com rugas e flacidez», começa por explicar Mara Fragomeni.

 

O peeling é um dos tratamentos não cirúrgicos mais poderosos contra rugas, manchas e oleosidade da pele. Dependendo da profundidade de penetração cutânea, pode corrigir e atenuar o envelhecimento da pele, minimizando rídulas, rugas, oleosidade da pele, manchas de pigmentação e cicatrizes de acne, melhorando o seu tónus, brilho e textura.

 

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Consoante o objetivo pretendido, também existem diferentes tipos de técnicas que podem ser aplicadas. «Existem os peelings superficiais que são químicos (ácido glicólico, ácido salicílico, ácido retinóico), os peelings médios químicos (ácido tricloracético, solução de Jessner), os profundos químicos (Fenol), os mecânicos (dermoabrasão superficial) e os físicos (Laser). A diferença entre eles é basicamente a profundidade e ação terapêutica», explica.

 

Os peelings superficiais, cuja ação consiste em favorecer uma descamação superficial da pele, são eficazes em pacientes jovens com rugas finas e em pacientes desejem renovar a camada externa da epiderme, que se apresente, por exemplo, um pouco queratinizada. «Obviamente, que a eficácia dos peelings superficiais é limitada porque a sua ação não ultrapassa a epiderme. Contudo, a sua aplicação repetida pode proporcionar bons resultados, eliminando a pele envelhecida e as manchas cutâneas», revela a cirurgiã.

 

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Os peelings médios utilizam-se quando é necessário obter resultados mais consistentes. Numa só sessão pode-se obter os resultados de quatro sessões de peelings superficiais. Este tipo de tratamento é muito utilizado para rugas média (não muito profundas) e manchas mais acentuadas. Estes requerem uma ausência social de 5 a 7 dias.

 

Por fim, os peelings profundos. Estes habitualmente são efetuados por um composto químico no qual assume maior importância o fenol. Este composto em contacto com a pele desencadeia a coagulação das células da epiderme e derme profunda, o que permite reestruturar todas as camadas cutâneas podendo, deste modo, ser tratadas rugas profundas e pele muito danificada, ex: tratamento das rugas labiais (“código de barras”), pés de galinha (muito marcados) pele espessa e muito manchada. Estes peelings profundos têm uma recuperação em média entre 7 a 15 dias, mas a pele pode manter-se avermelhada por um período até 3 meses durante o qual a pele deverá ser maquilhada e protegida do sol, com filtros solares de coeficiente elevado.

 

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«Os peeligs mais utilizados são os superficiais e os médios», conta o cirurgião plástico. Mas «na maior parte das vezes não é o primeiro procedimento a ser realizado num rejuvenescimento facial.
Primeiro corrige-se a estrutura do rosto (os sulcos, depressões, rugas da testa e pés de galinha) e depois trata-se a pele com os peelings. A escolha do peeling faz-se de acordo com a profundidade do problema a ser tratado. Se epidérmico, dérmico superficial ou dérmico profundo», explica.

 

E quanto tempo dura os efeitos dos peelings? «Depende do problema a que estar a ser tratado, se acne, mancha, rugas, flacidez, e do tipo de peeling, superficial, médio ou profundo. Dependerá também dos cuidados que o paciente terá com a pele», revela Mara Fragomeni, que diz o feedback normal dos pacientes é «muito bom».

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