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Patrícia Borges: «Existem muitos mitos quanto ao pescado de aquacultura»

Defensora do pescado nacional, já liderou uma campanha para promover a cavala e tem desenvolvido numerosos projetos de investigação na área da utilização dos recursos marinhos sustentáveis. Será também a mentora do Festival Gastronomia de Bordo, que vai decorrer em Peniche, em outubro, e em Ílhavo e na Murtosa, em novembro. Numa altura em que se fala muito da sustentabilidade dos oceanos, quisemos saber como se aliam costumes com respeito pela natureza.

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É mentora do festival Gastronomia de Bordo, que se realiza para valorizar a gastronomia e costumes das embarcações de pesca longínqua, costeira e lagunar. O que mais destaca na gastronomia de pescado portuguesa?

Por mais que a cozinha evolua e que a oferta de novas receitas de pescado venha a aumentar, os portugueses continuam a preferir um belo arroz de tamboril ou polvo, um sequinho ou uma caldeirada sem falar de um simples peixe grelhado.

 

Também é chef de cozinha, coautora do livro “Do Mar ao Prato” e vencedora de concursos nacionais e internacionais. Relativamente ao desenvolvimento de produtos e conceitos estratégicos para a promoção de espécies de baixo valor económico, o que mais destaca no seu trabalho?

Apesar de já me terem sido atribuídos alguns prémios, orgulhosamente, o que mais destaco no meu trabalho é sempre que observo o ar de espanto das pessoas sempre que me ouvem falar de pescado. Penso que grande parte do consumo insustentável de pescado se deve efetivamente à falta de informação.

 

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­Na qualidade de docente na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, que mensagem quer deixar aos seus alunos?

Quero apenas reforçar que futuros profissionais desta área devem ter atitudes responsáveis e sustentáveis. O grande desafio é mesmo vender ou confecionar aquelas espécies menos famosas, ou seja, devemos oferecer aos nossos clientes espécies nacionais e sustentáveis

 

Relativamente aos portugueses no geral, que comportamentos gostaria de influenciar?

Gostaria que todos os portugueses levassem a sério o seguinte: ou mudamos o nosso comportamento relativamente à escolha das espécies ou num futuro próximo a nossa diversidade ficará muito reduzida.

 

Por fim, partilhe connosco o seu prato de peixe preferido?

Eu sou uma amante nata de pescado, não fosse eu de Peniche. Gosto de muitos pratos de pescado, mas nada chega a uma boa caldeirada, a umas sardinhas grelhadas ou a uma cavala salgada.

 

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