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Patos e pavões: Podemos ser só pessoas medianas?

Quem como eu está cansada de diariamente conviver com profissionais que fazem tudo pela metade? Reclamam que não ganham o que merecem, que não recebem elogios ou, mesmo, são pouco valorizados pela sua chefia.

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O que mais me surpreende é que esses mesmos profissionais fazem tudo pela metade. Duvidamos que competências sustentam as suas carreiras. Normalmente nenhuma. Ou, então, inúmeras, mas tudo pela metade… Sofrem de “Síndrome do Pato”.

 

O Pato possui muitas habilidades, até incomuns aos seres vivos. Ele pode andar na terra, nadar sobre um lago ou rio, e pode até voar, se necessário. Mas realiza muito mal essas tarefas.

 

O pato é uma ave que sabe andar, voar e nadar. Mas não é um modelo em nenhuma das três coisas. O pato anda, mas de maneira desengonçada. Consegue nadar, mas é um péssimo nadador. E voa, mas não tem 1/10 da capacidade de uma ave de rapina. A Síndrome do Pato faz com que este animal seja um medíocre nadador, voe com dificuldade e corra pior ainda. Ou seja, faz tudo, mas com má qualidade.

 

Ao ansiar a perfeição tentando realizar várias atividades ao mesmo tempo, torna-se pato. Concluí as tarefas, mas de maneira indesejável, com pouca qualidade e sem qualquer satisfação. Ao querer fazer de tudo um pouco e tudo bem, corre o risco de nada fazer e transforma-se num verdadeiro idiota e incompetente.

 

Ao realizar várias tarefas em simultâneo perde a capacidade de manter o foco e a concentração naquilo que realmente precisa de ser feito e apesar de acreditar que é útil, indispensável e insubstituível, tona-se exatamente no contrário, inútil, dispensável e substituível.

 

Nesta nova realidade, fazer pela metade ou fazer mal feito é coisa do “velho mundo”, por isso há que se focar no que realmente é. Deixo-lhe algumas dicas:

 

  • Não passe de pato a pavão: Não desenvolva a crença de que é mais inteligente, mais poderoso, mais criativo e mais influente do que qualquer pessoa, quando na verdade não passa de uma pessoa comum. Não queira ser uma pessoa com excesso de vaidade, um  “pavão”.  O pavão aparece mais que o pato, embora seja menos competente, porque se sabe pavonear. Prepotente e inconveniente vive convicto de que a sua opinião é útil em qualquer lugar, a qualquer hora  e o outro deve “beber” o seu conhecimento e sabedoria. Seja apenas pessoa!

 

  • Através do autoconhecimento procure descobrir os seus dons e aperfeiçoar os seus talentos. Valorize os seus pontos fortes e as suas qualidades e use-as a seu favor. Foque-se em si, em se conhecer, em descobrir o que tem de especial e desfrute de si próprio, assim desfrutará também melhor dos outros.

 

  • Estude mais, aperfeiçoe-se mais. Prepare-se para cada desafio, desenvolva outras competências.

 

  • Defina um foco e siga-o. Mantenha a sua concentração na tarefa e só “relaxe” quando a tiver terminado.

 

  • Nada faça pela metade, nada faça só, a fazer, faça bem. Só termine quando tiver a certeza de que o que concluiu é verdadeiramente motivo de orgulho pela qualidade que apresenta.

 

  • Seja autêntico-Independentemente do que quer que aconteça seja sempre genuíno, não queira ser quem não é. Não ceda ao mundo das futilidades e aparências. Fique feliz por ser quem é, pela sua individualidade e aposte naquilo que é diferente. Tenha sempre em mente os seus valores e nunca abdique deles, são a sua melhor herança, nunca os perca. Não deixe que lhe colonizem a mente.

 

  • Seja mediano! O excecional não é o novo normal. Nós somos medianos a maior parte do tempo e assim seremos o resto das nossas vidas. Aceite a sua condição de humano e foque-se em encontrar aquilo que deseja verdadeiramente concretizar, sem expectativas e sem críticas elevadas.

 

Descomplique e seja apenas pessoa!

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