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Paternidade depois dos 50 anos: quais os riscos?

Muito se tem discutido sobre a idade materna ideal para ter filhos. No entanto, quando o assunto está relacionado com a idade paterna, pouco se fala.

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Vários estudos revelam que o risco de transmissão de mutações genéticas aos filhos aumenta com a idade do pai. Na maioria das vezes, essas mutações passam desapercebidas, mas há evidências de que cerca de 60% da incidência destas doenças devem-se a mutações, de novo, transmitidas ao filho, relacionadas com a paternidade acima dos 50 anos.

 

As situações clínicas mais importantes são os distúrbios psiquiátricos (autismo, défice de atenção e hiperatividade, doença bipolar e esquizofrenia), a neurofibromatose (tumores benignos no sistema nervoso) e a acondroplasia (nanismo). Foi ainda encontrada uma maior tendência para tentativas de suicídio ou consumo de drogas, piores resultados escolares, bem como quocientes de inteligência mais baixos.

 

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O ‘JAMA Psychiatric’, jornal da American Medical Association, revela que uma criança filha de um pai com 45 anos, quando comparada com outra concebida por um pai de 20 a 24 anos, tem uma maior tendência de vir a sofrer de autismo, tem 13 vezes mais risco de ter um transtorno do défice de atenção e hiperatividade, tem duas vezes mais hipóteses de sofrer psicoses, 25 vezes mais probabilidade de revelar a doença bipolar e 2,5 vezes mais tendência a manifestar um comportamento suicida ou a consumir substâncias. Ficou também estabelecido que menos de 1% das crianças nascidas de pais com menos de 45 anos sofriam de doença bipolar, uma percentagem que sobe para 14% quando o alvo de análise foram gémeos e os pais tinham 45 ou mais anos. Em muitos casos, o risco de surgir cada doença aumentou progressivamente com a idade do pai.

 

Também está descrito o efeito da idade paterna na incidência do Síndrome de Down (trissomia 21); contudo provou-se que esse efeito é muito menor que o da idade materna.

 

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Ao contrário das mulheres, que nascem com todos os seus óvulos, os homens continuam a produzir esperma durante a vida; e cada vez que este se replica existe uma hipótese de ocorrer uma mutação no ADN; isto explica o maior risco de mutações genéticas que ocorrem durante a espermatogénese com a idade, casualmente relacionadas com a maior morbilidade da criança.

 

O risco de mutações transmitidas para os filhos, demonstrou-se duplicar a cada 15 anos de vida do homem.

 

Texto elaborado com a colaboração do Dr. Paulo Vasco.

 

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