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Partilhar espaços de trabalho é a nova tendência

Já ouviu falar em coworking? E se lhe disséssemos que Portugal é um dos 10 países com mais locais de coworking por cada 100 mil habitantes? O conceito é recente, mas está a proliferar por todo o mundo. E nós fomos experimentar!

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Com o computador às costas, dirigimo-nos logo pela manhã ao Ávila Business Center, em Lisboa. O objetivo era fazer daquele espaço o nosso local de trabalho durante três dias e viver a realidade do coworking.

A localização foi a primeira boa surpresa. A redação da Mood estava (pelo menos provisoriamente) numa das principais e mais reputadas avenidas do país: a Avenida da República. E esta é uma das primeiras vantagens do coworking, poder sedear o escritório numa localização privilegiada a preços que não sejam proibitivos para qualquer tipo de profissional ou empresa.

O espaço em si também foi uma boa surpresa. Com uma decoração clean e moderna, é ao mesmo tempo acolhedor e profissional. E aqui identificamos já uma segunda vantagem: no modelo de coworking, não é necessário investir em mobiliário e nas restantes necessidades de um escritório tradicional, como o atendimento, a limpeza, etc, além da flexibilidade que uma solução deste género proporciona, quando se pretende mudar de instalações.

A mensagem “Coworking: share your space, grow your business”, na área comum decorada como sala de estar, fez-nos também uma primeira introdução ao conceito. Estávamos  ali para perceber como a partilha do mesmo espaço poderia trazer vantagens a projetos distintos. Instalámo-nos.

Mas o que é afinal o coworking?

Como sugere a própria palavra, é trabalhar em conjunto. O conceito surgiu nos Estados Unidos, há pouco mais de dez anos, junto de profissionais das novas tecnologias e das indústrias criativas, e está a contribuir para “revolucionar” a forma de trabalhar.

Basicamente, vários profissionais de áreas diferentes partilham o mesmo espaço de trabalho, conseguindo desta forma economizar recursos, trocar ideias e estabelecer relações de networking com vantagens para os respetivos negócios.

No Ávila Business Center, conhecemos Paulo Moniz, funcionário de uma empresa sedeada em Ermesinde, que depois de uma experiência de alguns anos com instalações próprias procurou uma alternativa mais económica e versátil. Paulo Moniz foi dos primeiros coworkers deste espaço e enumera as vantagens desta forma de trabalhar: «Existe acesso aos serviços de atendimento em nome da APR, disponibilidade de salas, apoio de copa, limpeza, etc. relativos ao funcionamento normal de um escritório, sem haver necessidade de investir nesses custos ou infraestrutura de forma isolada. Conseguimos também beneficiar dos aspetos de imagem associados e uma boa localização do escritório».

Para além da redução de custos, os espaços de coworking facilitam novos contactos profissionais e troca de ideias. Para os trabalhadores freelancers, estes espaços funcionam ainda como um local que os motiva, aumenta a produtividade e separa a vida pessoal da profissional ao terem um espaço de trabalho. É o caso de Tânia Filipe, editora e social media manager. Vive a experiencia do coworking há pouco tempo, mas explica a sua opção: «Preferi trabalhar neste formato porque prefiro estar rodeada de pessoas do que estar sozinha. Acabo por me concentrar mais no trabalho do que se estivesse sozinha em casa, local onde não consigo separar o trabalho do lazer. E onde acabo por comer mais do que o normal, o que não e nada bom para a linha!»

Estes espaços estão a ser bastante procurados por freelancers, microempresas, mas também por empresas de média e grande dimensão que precisam de postos de trabalho em áreas dispersas.

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