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Parlamento Europeu quer que produtos durem mais tempo

Eurodeputados querem que se definam padrões de duração, num trabalho concertado a realizar com várias organizações europeias. Tudo a pensar nos interesses do consumidor e do ambiente.

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Os deputados do Parlamento Europeu querem estabelecer critérios mínimos para o tempo que os produtos devem durar; informar melhor os consumidores sobre a durabilidade do que compram; e incentivá-los a reparar equipamentos em vez de os deitar logo fora para comprar novos.

 

Em comunicado, o Parlamento Europeu revela que a média de durabilidade de um smartphone é de um a dois anos, e o mesmo se passa com outros pequenos dispositivos eletrónicos, o que coloca grande pressão ao meio ambiente.

 

Para contrariar este excesso de desperdício, os eurodeputados estão agora dispostos a votar em medidas concretas para enfrentar esse desperdício de dinheiro, energia e recursos. Nomeadamente no estabelecimento de padrões de duração mínima para os produtos, num trabalho concertado a realizar com várias organizações europeias.

 

Veja o vídeo do Parlamento Europeu com algumas soluções (em inglês)

 

Pascal Durand, membro do partido ‘Os Verdes’ francês, que escreveu um relatório sobre a durabilidade dos produtos, quer encorajar a construção modular de bens, para que possam ser facilmente corrigidos e atualizados. Outras melhorias possíveis envolvem fabricantes que utilizam materiais e técnicas facilmente substituíveis que permitam reparações.

O Parlamento também quer enfrentar o aspeto mais insidioso da ‘deterioração planeada’, que é quando as empresas criam defeitos num dispositivo para fazê-lo expirar numa data definida ou depois de uma série de ciclos. Como é difícil de provar que existe, os deputados do Parlamento Europeu pedem à Comissão Europeia que estabeleça um sistema independente para determinar se ocorreu qualquer má conceção.

 

Mais de 90% dos europeus consideram que os produtos devem indicar claramente a sua longevidade, de acordo com uma pesquisa do Eurobarómetro. Os deputados concordam e pedem também a criação de um esquema de rotulagem neste sentido.

 

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Para Pascal Durand, «se um consumidor vê um produto que é 30 a 40% mais barato e parece funcionar bem, mas não sabe que o dispositivo ira falhar após dois anos em vez de dez, então, obviamente, ele escolherá a produto mais barato».

 

O que poderá parecer um mau negócio para os fabricantes e retalhistas, poderá ser o feito contrário, revela o comunicado do parlamento Europeu. Pois estender a vida útil dos produtos, embora seja um desafio para os fabricantes, pode dar uma vantagem competitiva às empresas que não possam competir no preço, mas podem fazê-lo na qualidade dos seus produtos.

 

A iniciativa do Parlamento encaixa-se no modelo de economia circular ecológico que visa reduzir a quantidade de resíduos reutilizando, recolhendo, reciclando e reparando o máximo possível.

 

 

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