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Pais estão mais atentos às meninas do que aos meninos

Os pais de crianças cantam com mais frequência e falam mais abertamente sobre emoções com as suas filhas do que com os filhos. Isto segundo um novo estudo que diz que as interações com filhos pequenos são influenciadas pelo género.

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Os pais com filhas pequenas estão mais atentos e responsivos às necessidades delas do que os pais com filhos pequenos, de acordo com um estudo realizado pela Universidade do Arizona e pela Universidade Emory, EUA.

 

Para o estudo foram utilizados dados de 52 pais de crianças (30 meninas e 22 meninos) que concordaram em prender um pequeno computador de mão aos seus cintos e utilizá-lo num dia da semana e durante um fim de semana. O dispositivo estava programado para ligar aleatoriamente durante 50 segundos a cada nove minutos e gravar qualquer som durante o período de 48 horas. Alguns dos pais do estudo tinham mais do que uma criança, mas o estudo focou-se apenas numa das suas interações com um filho ou filha.

 

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Os pais também tiveram de deixar o dispositivo a carregar no quarto da criança à noite para que todas as interações noturnas com os seus filhos pudessem ser registadas. Além disso, os adultos foram submetidos a exames funcionais de ressonância magnética enquanto visualizavam fotos de um adulto desconhecido, de uma criança desconhecida e do seu próprio filho com expressões faciais felizes, tristes e neutras.

 

Os pais das filhas apresentaram mais respostas às expressões faciais felizes das suas filhas nas áreas do cérebro importantes para o processamento visual: a recompensa, a regulação da emoção, e o processamento dos rostos dos filhos. Esta foi uma descoberta inesperada para os cientistas – os cérebros dos pais dos meninos responderam mais fortemente às expressões faciais neutras dos seus filhos, talvez em resposta às exibições emocionais mais ambíguas dos meninos. Por fim, não houve diferença significativa nas respostas cerebrais dos pais face às expressões tristes de ambos os sexos.

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Nas interações diárias, os pais de meninas utilizaram mais uma linguagem referente ao corpo da criança (por exemplo, palavras como barriga e pé) do que os pais de meninos. Estudos interiores mostraram que as pré-adolescentes estão mais propensas, do que os meninos, a relatar insatisfação corporal e menor autoestima relacionada com a imagem corporal.

 

Uma vez que o estudo foi realizado nos Estados Unidos, não é possível tirar conclusões sobre os pais em outras culturas com diferentes normas sociais. Se os pais estão mais presentes e atentos às filhas e abertos a expressar emoções, isso pode ser uma mais valia e ajudar as meninas a desenvolverem mais empatia.

 

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