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Pais com elevados níveis de stress podem originar filhos obesos

Um estudo levado a cabo nos EUA concluiu que os pais com altos níveis de stress têm o dobro da probabilidade de terem crianças obesas

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Um estudo de cientistas da Universidade de Medicina dos EUA, cujo propósito era determinar a correlação entre o stress dos pais e o percentil do peso dos seus filhos, descobriu que os pais com altos níveis de stress têm duas vezes mais hipóteses de gerar crianças obesas. Este estudo partiu de um estudo anterior que indicou uma clara relação entre o stress e a consequente obesidade nos adultos.

 

Nesse sentido, a equipa de investigadores liderados por Carmen Isasi, médica e investigadora da Universidade de Medicina Albert Einstein, em Nova Iorque, examinou os dados do ‘Estudo da Juventude Latina´ para verificar a possibilidade de haver uma correlação entre o stress dos pais e o percentil de peso infantil da população latina.

 

A médica Carmen Isasi revelou que «a obesidade e o stress crónico foram prevalentes entre esta população, com mais de um quarto das crianças (28%) com idades entre os 8 e os 16 com obesidade, e quase um terço dos pais (29%) relatam altos níveis de stress».

 

De acordo com a líder da equipa de investigação, «este estudo é um dos primeiros a mostrar que, «entre os latinos, o stress parental é um fator de risco para a obesidade infantil», explicando que esta conclusão contribui ainda para a constatação da alta influência familiar sobre o peso da criança.

 

Neste estudo, os cientistas seguiram as orientações dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças para definir os percentis de peso das crianças, tendo usado também a Escala de Stress Crónico (escala de oito níveis) para definir o stress dos pais. Os fatores de stress incluíam as dificuldades no trabalho, dificuldades nas relações, entre outras.

 

Os pesquisadores descobriram que a prevalência da obesidade nas crianças acontecia nos casos em que os fatores de stress dos pais aumentavam, conclusão obtida a partir dos resultados do grupo de estudo: 20% dos pais não experimentaram qualquer tipo de stress, contudo a maioria, 34%, tinham três ou mais fatores de stress.

 

Após ser feito um ajuste de dados, por indicadores como o sexo, local de nascimento e localidade de residência, os cientistas concluíram ainda que os pais que tiveram três ou mais fatores crónicos de stress tinham uma probabilidade dupla de ter filhos com obesidade, o que não acontecia com os pais que não tinham experienciado fatores de stress no decorrer do estudo.

 

Segundo Margarita Teran-Garcia, membro do conselho mexicano da Sociedade da Obesidade, esta descoberta «deve encorajar os médicos e profissionais de saúde a considerarem os altos níveis de stress como um sinal alarmante para o desenvolvimento de obesidade não só no paciente adulto, como em toda a sua família».

 

«Apesar do estudo ser específico, sugere que os adultos que reportam experiências de altos níveis de stress devem ser seguidos e encorajados a terem aconselhamento comportamental como uma das medidas para prever e tratar a obesidade», concluiu.

 

Contudo, existe ainda a necessidade de se criarem novos estudos para compreender as causas de stress e delinear possíveis estratégias preventivas para lidar com este e com a obesidade infantil. Devem também ser feitas novas pesquisas noutras camadas populacionais, para que seja completado este estudo com mais dados e para que seja possível travar este problema.

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