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Overwelming – écrasante- arrebatador

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Esta é a palavra que em inglês se traduz por arrebatador, e que a mim, em concreto, me enche os sentidos de emoções. Esta é a palavra que marca a minha última semana, tal é o misto de emoções que me envolvem e confundem. Viajei dois dias em trabalho, para uma das cidades mais temidas dos últimos tempos, face aos últimos acontecimentos, Paris, seguida de Reims.

 

Acho que a última vez que estive perto de um cenário semelhante terá sido como espetadora de um filme syfy, ou de guerra mesmo. Guardas camuflados, com capacetes de metal pelo aeroporto, de armas em porte, espingardas creio eu, que sou uma nulidade no que a armamento diz respeito. Enquanto guardava simples material de trabalho tive, pelo menos durante cinco minutos, um desses exemplares a cerca de metro e meio a dois metros de mim, a ver o que estaria a por na mala antes de fazer check-in. Pela primeira vez, garanto-vos que senti medo, e pela primeira vez, a sério, me questionei sobre o mundo que vou deixar para a minha pequena e inocente filha de quatro anos.

 

No mesmo dia, ainda de manhã, estive na cidade de Reims, região de Champanhe, e tinha tantos, mas tantos sentimentos à flor da pele, que ao entrar numa das mais belas catedrais de França, quiçá mais até que a de Paris, Nôtre-Dame de Reims, me senti arrebatada pelo silêncio, pela luz trémula das velas, pelo semblante triste e pesado de todos, sem exceção, dos franceses por quem passei nestes dois dias.

 

As lágrimas caíram-me pelo rosto abaixo, era impossível passar insensível e conter tantos sentimentos. Ali, no mesmo sítio onde Joana d’Arc, “Donzela de Orléans” acompanhou o rei Carlos VII, consagrado a 17 de julho de 1429, em silêncio, deixei uma luz, porque a esperança não me abandona, porque em tempos também esta mulher lutou contra a Inglaterra, defendendo o seu país com unhas e dentes.

 

Foi a inspiração, e a esperança, que me faz sentir preenchida ainda de alguma esperança, e que alimentada de exemplos destes consigamos combater, através da maior pressão social possível, consigamos acabar com esta dor, esta guerra fria sem limites e proteger os nossos filhos, porque nunca sabemos quando algo assim nos pode “bater à porta”, e nós, civis, nos tenhamos de tornar guerreiros armados.

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