Outubro Rosa: alertas sobre o cancro da mama
Se diagnosticado e tratado precocemente, o cancro da mama tem uma taxa de cura superior a 90%.
O cancro da mama é o tipo de cancro mais frequente nas mulheres (não considerando o cancro da pele) em todo o mundo, constituindo também a principal causa de morte por cancro. Representa cerca de 30% de total de casos de cancro na mulher. Além disso, é uma patologia cada vez mais frequente, podendo afetar mulheres de vários grupos etários, estando a incidência a aumentar nas mulheres mais jovens (< 45 anos).
Os principais sintomas deste tipo de cancro são: nódulo na mama ou na zona da axila, alterações no tamanho ou formato da mama, dor na mama, alterações na mama ou mamilo, secreção ou perda de líquido do mamilo, retração do mamilo, pele da mama, mamilo ou aréola gretada ou descamativa, com vermelhidão ou inchaço. No entanto, estes sintomas não são exclusivos da doença, podendo aparecer noutras situações, como, por exemplo, os quistos benignos. Se estiver com dúvidas, consulte um médico.
Com o objetivo de sensibilizar para a prevenção e diagnóstico precoce, assinala-se a 30 de outubro o Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama.
QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO?
Um fator de risco é algo que aumenta a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver uma doença. Os fatore de risco podem ser modificáveis ou não modificáveis. Em relação ao cancro da mama, estão identificados vários fatores de que se associam que um maior risco de desenvolvimento deste tipo de cancro:
- Género feminino;
- Aumento da idade;
- História familiar de cancro da mama;
- Predisposição genética (entre 5 a 10% dos cancros da mama diagnosticados aparentam características genéticas e hereditárias que, caso sejam confirmadas, obrigam a um acompanhamento mais precoce e cuidadoso das familiares);
- Exposição a estrogénios (primeira menstruação mais precoce (antes dos 12 anos), menopausa mais tardia (após os 55anos), uso terapêutica hormonal de substituição);
- Radiação ionizante;
- Baixo número de filhos e idade avançada quando do nascimento do primeiro filho;
- Obesidade;
- Sedentarismo;
- Consumo excessivo de álcool;
- Consumo de tabaco.
Os fatores de risco modificáveis são aqueles que podem ser alterados pelo nosso estilo de vida. Ter hábitos de vida saudáveis é importante para a prevenção do cancro da mama ao mesmo tempo que melhora a qualidade de vida e previne outras patologias:
- Praticar uma alimentação equilibrada;
- Realizar atividade física;
- Ter um peso adequado;
- Amamentar;
- Não fumar;
- Evitar o consumo de álcool.
COMO RASTREAR?
Se diagnosticado e tratado precocemente, o cancro da mama tem uma taxa de cura superior a 90%. A prevenção e diagnóstico precoce são fundamentais para o aumento da sobrevivência e manutenção da qualidade de vida da mulher.
A mamografia é o exame de rastreio que deve ser utilizado, sendo atualmente a recomendação para rastreio de cancro da mama em Portugal pela Direção Geral de Saúde consiste na realização de mamografia (e, quando adequado, ecografia mamária) de 2 em 2 anos entre os 50 e 69 anos e a cada 2-3 anos a partir dos 69 anos. No entanto, esta recomendação não é totalmente consensual na comunidade médica, havendo evidência de benefício de aconselhamento pelo Médico Assistente sobre os riscos e os benefícios dos rastreios em cada caso particular sobretudo a partir dos 40-45 anos.
A QUE SINAIS DE ALARME ESTAR ATENTA?
Em qualquer idade, os seguintes sinais / sintomas devem alertar para ser observada por um médico:
- Aparecimento de caroços/nódulos duros nas mamas ou axilas;
- Alteração do tamanho ou da forma da mama;
- Saída de líquido pelo mamilo;
- Alterações da textura da pele (pele “casca de laranja”, irritação, etc);
- Alterações do mamilo (inversão, retração);
- Dor ou desconforto persistente na mama.
Nestes casos, deve ser realizada uma consulta médica com brevidade, para perceber se é necessário estudo adicional. De acordo com as alterações detetadas, a história pessoal e os antecedentes familiares, pode ser necessário realizar uma mamografia e/ou ecografia mamária e, caso haja suspeita de lesão maligna, uma biópsia.
Mesmo que esteja incluída num programa de rastreio, no caso de ter algum sinal ou sintoma no intervalo dos 2 anos deve consultar de imediato o seu médico.
Esteja atenda, mantenha um estilo de vida saudável, reconheça os sinais de alarme e discuta com o seu médico a necessidade de realizar exames e a periodicidade no seu caso em particular. Proteja a sua saúde. Lembre-se dos fatores que pode influenciar positivamente para se manter sem cancro e aposte na prevenção!