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Osteopatia, uma abordagem integral ao corpo humano

Sabia que uma má oclusão da boca pode provocar graves problemas nas costas? E que o desequilíbrio numa parte pode ter origem noutra oposta? Fomos conhecer melhor esta prática que vê o corpo humano como um todo, em que todas as partes se interligam e se influenciam.

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O caminho das medicinas alternativas não tem sido fácil, mas aos poucos o mundo ocidental e da medicina convencional vai-se abrindo aos saberes mais naturalistas. E a osteopatia é uma das mais requisitadas pelos portugueses e teve, em 2016, luz verde da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior para ser lecionada como licenciatura em cinco instituições.

 

A osteopatia marca, assim, a estreia no ensino superior como primeira prática de medicina alternativa a ser transmitida através de uma licenciatura plenamente de acordo com as regras de ensino superior em Portugal. E é, por enquanto, a única.

 

Mas o que é afinal a osteopatia?

A osteopatia é, por definição, uma terapia natural baseada na intervenção manual sobre o sistema musculosquelético. Uma corrente mais integral considera também as vísceras e correntes energéticas do organismo como passíveis de serem manipuladas.

 

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Criada pelo americano Andrew Taylor Still, no século XIX, vê o corpo humano como um todo que se interliga e se influencia. «Por exemplo, uma má oclusão da boca pode provocar situações gravíssimas nas costas e ao nível das estruturas articulares. Um zumbido no ouvido pode causar lesões musculares pela tensão que provoca», explica João Paulo Silva, osteopata integral.

 

Ou seja, como um objeto mecânico que é, o corpo humano ao registar algum desequilíbrio numa das suas partes irá sofrer manifestações noutras. Por isso, não basta tratar a dor, tem de se corrigir o problema na sua origem. «O princípio da osteopatia é simples e intuitivo: o bem-estar de um indivíduo depende do funcionamento harmonioso de ossos, músculos, ligamentos e tecidos de ligação. Se há dor, é porque existe um desequilíbrio estrutural ou funcional, que o osteopata tenta resolver com uma terapia exclusivamente manual, sem medicamentos ou procedimentos invasivos», explica o osteopata.

 

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Numa sessão, após um diagnóstico inicial, o osteopata identifica assimetrias, sensibilidade e dores, alterações de amplitudes articulares, tanto por observação visual como pela manipulação. Os problemas associados ao sedentarismo, como as dores de costas devido à postura ou as lesões por esforços repetidos, por exemplo, conseguem ser significativamente reduzidos em poucas sessões.

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