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Conheça o significado dos vários símbolos dos Santos Populares

O manjerico, a sardinha assada, o martelinho... tudo isto nos faz lembrar o mês de junho e as festas dos santos populares que por esta altura (normalmente) costumam despontar pelo país fora. Desvendamos a história por detrás de muitos destes símbolos.

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Santo António de Lisboa

Santo António é o patrono de Lisboa e inaugura os festejos dos Santos Populares, no dia 13. Nasceu em Lisboa, a 15 de agosto de 1195, com o nome Fernando de Bulhões. Dedicou a sua vida à evangelização, morrendo aos 36 anos, com o nome António de Pádua. É o protetor dos marinheiros e das raparigas casadoiras. Quando os pedidos não são atendidos, as raparigas mergulham o santo na água ou viram-no contra a parede.

 

Casamentos de Santo António

Foi em 1958 que nasceu esta iniciativa, patrocinada pelo Diário Popular. Na época, 26 casais com dificuldades financeiras subiram ao altar da Igreja de Santo António. Depois de dezasseis anos, a tradição foi interrompida em 1974, e recuperada trinta anos depois, pela Câmara Municipal de Lisboa. A cada ano, a cidade aguarda ansiosamente para conhecer os seus noivos.

 

Arraiais populares

Durante um mês, os bairros típicos um pouco por todo o país enchem-se de cor, música e alegria, numa celebração que tem o seu ponto alto na noite do santo padroeiro do local.

 

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Marchas populares

As marchas populares de Lisboa, como são conhecidas hoje, remontam a 1932, sendo uma das mais antigas tradições da cidade. Na noite de Santo António, as marchas desfilam na Avenida da Liberdade, com milhares de pessoas a aplaudir o seu bairro favorito. O mesmo se repete por outras localidades do país nesta ou noutras noites de junho.

 

Manjerico

Esta é a planta que celebra o São João, o Santo António e ainda o São Pedro. Segundo reza a tradição, deve-se comprar o manjerico e conservá-lo até ao dia seguinte. Para sentir o cheiro deve tocar-se com a mão, para não secar a planta. O manjerico vem acompanhado de quadras populares, que quase sempre falam de amor.

 

Sardinhas assadas

Este é o prato tradicional dos santos populares. As ruas enchem-se do cheiro de sardinhas assadas, que são acompanhadas de pimentos assados, broa e vinho. No dia 24, no São João, a tradição manda comer cabrito assado.

 

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Fogueira

A tradição das fogueiras de São João está relacionada com o culto do sol, nas festas pagãs, em que o fogo simboliza o poder purificador e fertilizante. O saltar na fogueira garantia saúde e fecundação, além de ser uma mostra de bravura.

 

Balões de São João

Na noite de São João, os balões dão cor ao céu da cidade do Porto. São lançados com luz e desejos, para que estes cheguem ao céu. Tradicionalmente os balões eram feitos à mão, em família, hoje são várias as opções para compra.

 

Altar de Santo António

Por toda a cidade, os devotos do padroeiro da cidade erguem altares coloridos em honra de Santo António.

 

São João

É o ‘apóstolo do amor’, celebrado no Porto na véspera de 24 de junho, numa festa de renovação de um novo ciclo. Este santo foi anunciado pelo anjo Gabriel, e foi quem batizou Jesus.

 

Alho porro

Durante o São João é impossível não levar com um alho-porro na cabeça. As pessoas acreditam que é uma espécie de bênção e sinal de sorte. No entanto, alguns historiadores dizem que este era um ritual erótico, em que elementos do sexo oposto se atraíam.

 

Martelinhos

O martelo de plástico é um substituto moderno do alho-porro. Na noite de São João, estes objetos coloridos e ruidosos são uma das principais fontes de divertimento entre amigos e família. As marteladas são encaradas como desejo de boa sorte.

 

Alcachofra

Segundo reza a tradição, esta planta tem o poder de adivinhar a realização do casamento. Para isso, deve ser queimada ou chamuscada na véspera do dia 24, à meia-noite, na fogueira de São João, ao som do dizer “Em louvor de São João, para ver se fulano me quer bem ou não.” Depois disso é deixada ao relento e enterrada algumas horas depois. Há casamento se a planta der flor no dia seguinte.

 

Cascata de São João

Assim como o presépio é montado no solstício de inverno, a cascata deve ser erguida no solstício de verão. É uma tradição única do São João do Porto, onde aparece a figura do santo, com o seu símbolo, o carneirinho, associado ao rebanho.

 

Orvalho

A água é um elemento purificador. Está presente nos festejos de São João de diversas formas, quer seja nas plantas como o alho-porro e alcachofra ou nos mergulhos dos mais corajosos na praia da Foz. Mas diz a tradição que a água das orvalhadas da madrugada de São João tem poderes excepcionais de purificação, regeneração e proteção, garantindo saúde, beleza, amor e casamento próximo.

 

Fogo-de artifício

Tal como as fogueiras e os balões, também o fogo-de-artifício, que ilumina o céu à meia-noite, é entendido como uma manifestação do culto ao sol. Além disso, é um dos pontos altos da noite de São João, no Porto, que junta milhares de pessoas na zona ribeirinha.

 

 

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