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Os cinco programas maliciosos que infetam smartphones tendo a Covid-19 como chamariz

Devido à situação atual em torno da Covid-19, o telemóvel é um dos dispositivos que mais riscos pode trazer para a saúde, não só por se estar em contacto físico com ele de forma permanente, como também porque pode ser una ameaça para a privacidade dos dados dos utilizadores.

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Os especialistas da Check Point, empresa de ciber segurança, descobriram 16 aplicações que aparentavam ser de confiança, mas que na realidade continham uma série de programas maliciosos destinados a roubar informação sensível dos utilizadores ou gerar receitas fraudulentas a partir de serviços pagos.

 

Os especialistas explicam que nenhuma destas aplicações se encontrava disponível numa loja oficial, mas que todas as aplicações maliciosas detetadas provinham de novos domínios relacionados com a Covid-19 que foram especificamente desenhados para enganar os utilizadores oferecendo ajuda e informação sobre o vírus. Mesmo assim, assinalam os tipos de malware móvel mais usados pelos cibercriminosos:

 

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1 – Troianos bancários
Esta ameaça apresenta-se geralmente como um software legítimo, mas após descarregado oferece ao cibercriminoso acesso remoto e controlo total do equipamento e a informação que a vítima armazena nele. Os especialistas da Check Point detectaram que algumas apps estavam infetadas com Cerberus, um potente troiano que permite registar todas as ações com as teclas (credenciais incluídas), roubar dados de autenticação no Google e qualquer SMS recebido (incluindo os de fator de dupla autenticação), e controlar o dispositivo remotamente através de TeamViewer.

 

2 – Troianos de acesso remoto
Também conhecido como MRAT (Mobile Remote Access Trojan), é um tipo de vírus informático que permite aos cibercriminosos obter e controlar e fazer um seguimento completo de um dispositivo móvel em que se encontre instalado. De fora geral, este tipo de ameaça instala-se num dispositivo com o fim de roubar dados ou para atividades de vigilância.

 

3 – Marcadores premium
São aplicações maliciosas para dispositivos móveis que subscrevem a vítima em serviços pagos sem que este o saiba. Nos últimos tempos foi detetada uma nova família de marcadores que utilizam a temática da Covid-19 como chamariz de modo a infetar um telefone e realizar chamadas para outros números para subscrever variados serviços.

 

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4 – Ferramentas de exploração de vulnerabilidades
As vulnerabilidades existentes em dispositivos e aplicações são um dos grandes pontos fracos. Um claro exemplo é o Metasploit, uma ferramenta de validação de exploração e vulnerabilidades muito simples de utilizar, que permite a qualquer pessoa que tenha conhecimentos básicos de informática e com o ambiente adequado elaborar programas sofisticados para realizar qualquer tipo de atividade maliciosa. Esta destaca-se porque qualquer app infetada com este malware oculta o seu ícone para que seja mais difícil de eliminar.

 

5 – Adware móvel
Este tipo de programa malicioso tem como objetivo mostrar anúncios não desejados no ecrã do telefone. Um dos mais conhecidos é o Hiddad, que foi detetado em aplicações que ofereciam informação sobre a Covid-19 destinadas a falantes árabes. Quando se executa, o malware esconde o seu ícone para evitar que possa ser eliminado, enquanto começa a distribuir anúncios no ecrã, independentemente se o utilizador esteja dentro da aplicação ou não.

 

Para não ser vítima deste tipo de ameaças, é aconselhável ter sempre as últimas atualizações tanto do sistema operativo como de todos os programas instalados no smartphone, bem como descarregar aplicações unicamente de lojas oficiais Android ou iOS e eliminar qualquer aplicação perante o menor indício de que possa ser maliciosa.

 

Leia mais sobre COVID-19 neste link.

 

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