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«Os portugueses estão a comer melhor»

A 16 de outubro comemora-se o Dia Mundial da Alimentação. E nós falámos com a nutricionista Lilian Barros sobre como andam a comer os portugueses. E, afinal, não andam a comer assim tão mal.

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Os portugueses estão a comer melhor ou pior?

Apesar da globalização, de sentirmos que cada vez é mais frequente a produção intensiva, os alimentos industrializados e que de dia para dia nos afastamos mais da dieta mediterrânica, simultaneamente começamos a perceber que está a haver uma franja da população que realmente se preocupa com a qualidade daquilo que come.

 

Cada vez mais informados, os consumidores começam a ler rótulos nutricionais e a deslindar listas de ingredientes, procuram alimentos mais autênticos, genuínos, menos processados e a escolha pela agricultura biológica começa a crescer fortemente. Acredito, por isso mesmo, que estamos a entrar numa fase de mudança de mentalidades, de consciência generalizada, que nos faz perceber que nós somos efetivamente aquilo que comemos. Esta é uma premissa já antiga, mas que nunca fez tanto sentido.

 

E, por isso, numa perspetiva positiva e pela qual trabalho todos os dias, acredito que os portugueses começam a preocupar-se mais com o seu carrinho de compras e portanto a comer cada vez melhor.

 

A oferta é maior e a tentação pelos alimentos embalados também, mas nunca houve tanta informação quanto aos perigos das escolhas pouco equilibradas, das consequências diretas de uma alimentação desregrada e sobretudo que, desde cedo, devemos implementar hábitos saudáveis, digo na infância.

 

 

Parece assim haver duas correntes: cada vez se come mais fast food, mas também cada vez há mais pessoas a preocuparem-se com a alimentação.

Sim. Antes não havia tanta oferta… fast food era apenas uma realidade dos filmes, das grandes cidades e nem todas as pessoas tinham acesso facilitado a este tipo de alimentos e refeições rápidas. Hoje, as prateleiras dos supermercados têm cada vez mais produtos alimentares de conveniência, prontos a consumir, molhos, temperos, caldos industrializados ou para aquecer num qualquer micro ondas.

 

Mas se repararmos nunca antes tivemos uma área tão extensa de produtos alimentares dietéticos, ricos em fibra, biológicos ou destinados a doentes celíacos, diabéticos, hipertensos ou simplesmente baixos em calorias.

 

Tonou-se conhecida pelos sumos detox, ao lançar o livro “Sumos e Águas Detox”. Lança agora uma variante “Sopas, Saladas e Chás Detox”. O que está por trás deste conceito detox?

Uma dieta detox não é difícil de cumprir. Ao contrário do que muitos pensam, não é uma dieta restritiva e não deve levar a processos de carência nem a fome!

 

Um plano alimentar detox baseia-se nos fundamentos da nutrição funcional, em que o organismo é visto como um todo e onde se fornecem todos os ingredientes fundamentais para o seu funcionamento em plenitude. É este funcionamento eficaz que permite que a função natural de desintoxicação do nosso corpo e dos seus vários órgãos “chave” seja garantida.

 

É importante esclarecer que não é o alimento que desintoxica por nós, mas sim os nossos rins, os nossos intestinos, o nosso fígado, os nossos pulmões e até mesmo através da nossa pele. O que alimentação detox vem fazer é garantir que toda a matéria-prima necessária para o funcionamento destes órgãos seja fornecida, facilitando o seu funcionamento sem sobrecarga.

 

Esta é uma dieta em que receitas de sumos, sopas, saladas, batidos e infusões são as estrelas. Constituem formas alternativas e saborosas de conseguirmos todo o sabor dos alimentos vegetais, não perdendo aquilo que eles têm de melhor. A juntar à sua riqueza em antioxidantes, enzimas vivas e pigmentos variados, destaca-se ainda o seu baixo valor calórico, a presença de gorduras saudáveis ricas em ácidos gordos essenciais e o alto teor em fibra.

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