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Os pontos cegos que todos temos

Se todos temos pontos cegos sobre os nossos comportamentos, pensamentos e emoções… como ganhar consciência sobre os mesmos? Que impacto criamos? O que ganhamos quando virmos o que ainda não vimos em nós?

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A Maria (nome fictício) tem 47 anos e separou-se no último ano. Depois de mais de 10 anos com o homem que pensava ser O homem da sua vida, chegou a um ponto em que não aguentou mais. As diferenças foram amplificadas pelo maior tempo passado juntos. O que cada um não via em si era gritantemente visto pelo outro.

 

No trabalho as coisas não corriam melhores. Passou a linha limite da sua sanidade e bem-estar com as exigências irrefletidas, as alterações introduzidas, as faltas de reconhecimento pela liderança e as de entreajuda pelos colegas. Maria via nos outros as incoerências e as incongruências deles. Sem saber que estava quase a descobrir uma ou outra das suas – que estavam “tapadas” por pontos cegos.

 

Recentemente, um diretor de recursos humanos numa das maiores empresas em Portugal partilhou comigo que não percebe o porquê de os colaboradores não valorizarem a formação. Quase de seguida diz que a Administração tem implementado cortes orçamentais na formação e que não tem valorizado assim tanto a formação de desenvolvimento pessoal.

 

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O diretor tem sentido dificuldade em implementar ações em transições de carreira/empresa mais suaves e conscientes; e outras que abordem a felicidade dos colaboradores. Acaba por partilhar que existem algumas palavras “proibidas” de usar quando se fala de formação. Pois serão desconsideradas ou mal-entendidas por serem muito distantes do “mapa mundo” e das crenças da equipa de gestão e da Administração.

 

Também eu tenho os meus pontos cegos. Por vezes, é a minha irmã que me mostra algum ao comentar alguma expressão facial minha. Outras vezes, é uma reação inesperada de um amigo ou de uma cliente que me leva a refletir e a descobrir um ponto cego.

 

Como descobrir os nossos pontos cegos

Como o fazer? Não me parece que exista uma fórmula única. Uma grande diferença parece ser o estar disponível, preparad@ e comprometid@ com o próprio crescimento e com o impacto que queremos criar na família, no trabalho e no bem-estar próprio.

 

Aqui ficam algumas perguntas úteis em que podes refletir ocasional ou regularmente:

– O que me está a escapar sobre o meu comportamento nesta situação?

– O que ainda não estou a ver que se já tivesse visto me teria levado a alterar algo no meu comportamento na minha relação?

– O que posso aprender do que acabou de acontecer com o comportamento que tive na reunião? E o que posso aprender mais que me ajuda?

– O que ainda não aprendi sobre mim? O que mais posso aprender sobre mim e o meu comportamento?

– O que está por trás do que acabei de pensar agora mesmo?

– Que pressuposto no meu raciocínio me está a limitar no que quero viver?

– Que emoção pode estar escondida por trás de como me estou a sentir, a pensar ou reagir?

 

O que podes ganhar com descobrir pontos cegos em ti? Acho que já sabes, não é? Afinal não se pode mudar o que se desconhece, o que não se vê. Também não podemos evoluir a partir do que ignoramos.

 

Ao ganharmos consciência sobre um ponto cego ganhamos mais informação e mais escolha sobre o que podemos fazer a seguir. Ganhamos capacidade de agir. Sobre a situação, sobre nós, os nossos pensamentos, comportamentos e reações. Daí, podes ganhar maior clareza, paz, controlo ou confiança. Se conseguires fazer isso sozinh@, ótimo! Se, por qualquer motivo, quiseres apoio profissional, estou aqui para ti.

 

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