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Os noivos de hoje querem um casamento diferente e personalizado

O mercado dos casamentos continua a crescer; Portugal está no topo como destino para casar; os noivos querem festas de dois dias com alojamento para todos. Estas são algumas das tendências de um mercado apetecível, mas um pouco desfragmentado, segundo Susana Esteves Pinto e Maria João Soares, duas profundas conhecedoras do mercado dos casamentos. Para debater tudo isto, organizaram um encontro inovador, a decorrer hoje, que pretende unir os players do mercado de casamentos em Portugal.

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A Internet e as redes sociais entraram também na área dos casamentos. Como se gere todas as expetativas criadas com o excesso de informação?
MJS – É notável o peso da internet e das redes sociais em geral, mas, como tudo, a moeda tem duas faces. Nem tudo o que se vê é exequível e está ao alcance de todas as bolsas. Direi mesmo que o Pinterest é uma ferramenta maravilhosa enquanto inspiração, mas ao mesmo tempo um enorme problema para quem executa no terreno. Compreendemos que as imagens maravilhosas são uma perfeita ratoeira para o cliente – porque tudo é bonito e bem-apresentado, quer-se tudo, mas não se apercebem das circunstâncias de cada uma daquelas imagens.
No geral as redes sociais são ótimas, clientes e fornecedores já não passam sem elas, mas também é verdade que têm uma parte muito selvagem e pouco qualitativa que acaba por não ser positiva para ambas as partes. Tanto pode ser uma mais-valia para os profissionais como ajudar a vender gato por lebre aos clientes mais distraídos. Diz tudo e nada ao mesmo tempo, mas faz parte do jogo e compete-nos ter capacidade crítica para separar o trigo do joio – aprender a ver com a cabeça no lugar é essencial.

 

Para onde vêem que está a evoluir o mercado dos casamentos?
SP – É competitivo, robusto, vibrante, criativo. Como todos os mercados livres sem regras, pratica os seus excessos e cresce à sua vontade. O tempo – e o cliente – encarregam-se de sacudir o que não tem consistência e capacidade de resistir, e, em breve, terá início um novo ciclo, em tudo semelhante. É a sua natureza, e acontece de forma orgânica.

 

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Para 26 de novembro, está marcado ‘O Negócio: conferência sobre o mercado de casamentos em Portugal’, em Lisboa. O que vos motivou a organizar esta conferência?
SP – Nos últimos anos, o assunto casamento tem estado na ordem do dia e toda a gente manifesta uma opinião, com ar conhecedor, mas que raramente é acertada ou sustentada por factos. Já nós, os seus players, principais interessados e responsáveis por manter um mercado transparente, competitivo, saudável e entusiasmante, dizemos pouco. Falamos pouco entre nós, e falamos menos ainda para fora, a uma voz, como coletivo profissional. Esse contraditório faz muita falta e está ausente da mensagem, não debatemos nem damos início a qualquer diálogo, apenas ouvimos ou lemos, pensamos para dentro, comentamos com algum desagrado com o nosso parceiro mais próximo, mas ficamos por aí, ignorando o impacto real que esta desinformação tem sobre a nossa vida profissional Quando falamos a uma voz, garantimos a clareza e validade da mensagem, a sua robustez e a sua verdade factual. Reforçamos o nosso valor como profissionais organizados e competentes.

 

E o que pretendem tirar exatamente deste debate?
SP – Ouvir é o mote que escolhemos para esta primeira edição. Ouvir histórias de sucesso, ouvir as dúvidas, as estratégias e as soluções. Ouvir as experiências, as boas práticas e ouvir os erros também. Ouvirmo-nos na narrativa de cada um. Ouvirmo-nos como coletivo de profissionais de casa- mento.
Convidámos para esta edição um conjunto de profissionais de quem queríamos, precisamente, ouvir o relato da viagem do ponto A, quando começaram, ao ponto B, onde se encontram agora. Todos eles tiveram a capacidade de olhar para o seu negócio e antever a mudança. Fizeram escolhas transformativas e certeiras, algumas arriscadas. Não lhes faltou a confiança para acreditar que iria correr tudo bem, porque trabalham para isso, todos os dias. São, aos olhos dos seus pares, casos de sucesso. Vamos ouvi-los, e no fim, vamos conversar. Este evento foi desenhado com um espírito de união e visão a longo prazo.

 

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Por fim, uma palavra para os futuros noivos. Quem quiser casar, quais os passos a dar para evitar, dentro do possível, o normal stress?
MJS – Para quem quiser iniciar este processo, saber acertar nos passos fundamentais é muito importante. Decidir qual o número de pessoas a convidar é, para nós, o primeiro passo e o que define por natureza consequentes escolhas – um casamento com muita gente acrescenta zeros.
Com segundo passo, decidir ter ou não ajuda. Uma organização cuidada e profissional é uma ajuda enorme. Sabemos que muitos organizadores que operam no mercado começaram por organizar o seu próprio casamento, mas isso não é uma regra. Pôr de pé um evento requer conhecimento, bom senso e experiência. Digam o que disserem, a experiência é a mãe do conhecimento e isso tem um custo versus um resultado qualitativo.
Mas para quem, mesmo assim, se quer aventurar, o guia que escrevemos contextualiza e ajuda a tomar as boas decisões, a organizar o processo e mais que tudo a aliviar a carga (natural) de stress – tudo se torna mais fácil quando nos dizem qual é melhor caminho para chegar ao objetivos. Este guia foi pensado para acompanhar os noivos nos meses de preparação após o tiro de partida. Não queremos uma maratona, queremos uma caminhada agradável ao ritmo de cada um e com o conhecimento necessário contra os momentos mais complicados. O título do nosso guia diz tudo sobre o assunto, “Queres Casar Comigo ? Guia prático para um dia muito feliz” . É ou não o que todos queremos sentir no final de um dia de casamento?

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