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Os líderes do futuro: líderes com espírito de criança

Numa era de mudança, as estratégias utilizadas outrora não permitem alcançar os mesmos resultados.

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Novas realidades, novos métodos de trabalho exigem novos líderes. E a receita parece ser simples: para atingir o sucesso os líderes só necessitam de despertar o espírito de criança.

 

A criança é em si mesma um símbolo de humildade e simplicidade. Uma criança nunca procura ser maior, ou melhor, mas ser o que é: criança. Para atingir o sucesso o líder deve preocupar-se, igualmente, em ser apenas o que é, líder. Um líder que oferece uma nova perspetiva sobre a realidade, uma visão a longo prazo que impele significado, propósito à função de cada liderado.

 

A sua atuação é clara e transparente, inspirando os colaboradores a não temerem revelarem a sua curiosidade e expor as suas ideias. Capacita os outros a ser melhores que ele próprio, não teme, nem se ofusca com o brilho do liderado, pelo contrário orgulha-se. Estimula a autonomia, a atitude crítica, a curiosidade, o perguntar.

 

Tal como as crianças, não tem medo de reconhecer a necessidade e importância de pedir ajuda.

 

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Criança é sinónimo de perguntas, quem de nós não se lembra da célebre “fase dos porquês?”.  Para as crianças a única forma de conhecer e entender o mundo é perguntando.  Para os adultos também devia ser assim, no entanto, a dada altura, passámos a acreditar que fazer perguntas era algo desadequado e passámos a ter vergonha de perguntar o que não sabemos, com receio do julgamento dos outros.

 

O líder, tal como as crianças, não deve ter este receio. Deve perguntar sempre o que não sabe, torna-o humano, fortalecendo e aproximando-o à sua equipa. Não tenha receio de perguntar, mas sim da ignorância de nunca ficar a saber.

 

É natural presenciar a alegria no rosto de uma criança, independente das circunstâncias em que ela se encontra. Não há problema, crise ou dificuldade para ela, pois sabe que irá encontrar uma solução.

Para o líder é fundamental, tal como as crianças, ver o lado positivo das coisas e adotar uma visão otimista da realidade, ser alegre. A alegria é um verdadeiro bálsamo para a vida, energizando os que o rodeiam.

 

Um líder otimista faz toda a diferença! O otimista não é um cego alienado, da realidade, que não vê os problemas. O Otimista reconhece os problemas, sabe que eles existem, avalia o seu impacto, mas procura encontrar uma solução. O otimista procura, tem um papel ativo perante os problemas, vê a oportunidade no “mar de dificuldades”.

 

A criança exala honestidade. Não tem receio de dizer o que pensa e sente. Quem nunca experimentou, a “honestidade” de uma criança.  Não tem maldade naquilo que faz ou recebe. O grau e pureza existente na vida de uma criança é algo incalculável. Neste novo mundo só os líderes honestos atingirão o sucesso. Ser honesto é uma premissa básica para ser líder.

 

Sabem quem são e o que representam, conhecem os seus valores e não abdicam deles independentemente das circunstâncias que enfrentam. Comunicam-nos e demonstram-nos diariamente às suas equipas criando uma atmosfera de certeza e confiança, garantindo o foco e a motivação da sua equipa.

 

A honestidade traz consigo a integridade. Pela integridade os líderes garantem a lealdade, inspiram e ajudam a equipa a atingir os seus objetivos. Vivem os valores que acreditam, conferindo-lhes credibilidade e reforçando a relação de confiança com a sua equipa. Lembre-se, a honestidade apaga o “fogo” da ansiedade.

Curiosidade

Sabe-se que grandes progressos científicos e tecnológicos surgiram a partir de uma curiosidade aguçada, de uma brincadeira tenaz, levada às raias da obstinação. O brincar e a curiosidade precisam estar no quotidiano do líder, mesmo que ele esteja mergulhado em compromissos, problemas, trabalho, horários, objetivos.

 

O brincar tem vários ângulos e o líder que preserva a criança que há dentro dele não é só mais feliz, mas seguramente tem mais saúde física e mental. O brincar convida o humor a expressar-se, tornando os problemas mais leves e as soluções mais criativas.

 

O líder curioso estimula a curiosidade na sua equipa, fomenta o foco em encontrar novas formas de ver a realidade, criando novos talentos e inspirando a melhores resultados. A curiosidade é o impulso para inovar.

 

As crianças não ficam presas ao medo, pensando no que têm a perder ou avaliando cada passo que dão com medo das consequências.  São curiosas, experimentam, novos sabores e aventuras, descobrem algo novo todos os dias, caem e levantam-se com a mesma rapidez. Elas simplesmente acreditam que podem e que vão conseguir.

 

Às vezes magoam-se, noutras circunstâncias conseguem, ou então os seus planos não funcionam, mas algo ainda melhor acontece. Mas, elas arriscam porque sabem e acreditam no que querem e têm a certeza que se não tentarem nunca saberão se é possível.

 

Esta capacidade de arriscar, não ficando preso ao medo, é uma competência, que tal como as crianças, os líderes precisam de possuir. Não podem temer experimentar. Não podem deixar de lado este aspeto da criança e tornarem-se adultos com medo de arriscar. Ainda que a sociedade empurre para um certo conservadorismo e indique um caminho a seguir, só o líder que ousa, vence.

 

Com bom senso, arrisque. Não tema, os resultados são inacreditáveis! Para uma criança, qualquer objeto, é algo mágico, encantado, que se transforma em múltiplas coisas e vive diferentes aventuras.

 

Seria ótimo se a nossa cabeça funcionasse para sempre assim. Mas, a partir de dada altura “colamo-nos” à realidade e passamos a olhar o mundo em vez de o observar. O líder necessita observar o que o rodeia com os olhos de criança, colocar a imaginação a funcionar e ver além do que é óbvio.

 

Nos momentos de crise, a imaginação é uma arma secreta, para definir novas estratégias que desafiem a realidade existente. Imaginar permite criar cenários, antecipar soluções. Lembre-se quem não antecipa, improvisa!

 

Colocar limites na própria vida é característico da fase adulta. As crianças acreditam que podem tudo: voar, tornar-se um super-herói, ficar invisível, fazer magia, ser uma princesa ou um dragão. E nunca se frustram porque não deixam de acreditar depois do primeiro fracasso.

 

Quando crescemos a nossa imaginação dá lugar a sonhos mais reais, porém a nossa capacidade de acreditar diminui. Colocamos entraves aos nossos sonhos antes mesmo de equacionar tentar realizá-los.

 

O líder tal como as crianças nunca deve deixar de acreditar em impossíveis, nunca deve deixar de sonhar pois só assim se contagia a si próprio e à sua equipa. Sonhos determinam o caminho de um líder. Mantêm-no “vivo”, impulsionam-no, energizam-no e impedem-no de desistir. Na vida, não deixe que os seus medos ocupem o lugar dos sonhos!

 

Andar, aprender a falar, ler e escrever são algumas aquisições características da infância. Se as crianças desistissem, teríamos um conjunto de adultos a gatinhar e a chorar para obter a satisfação das suas necessidades.

O líder neste mundo precisa de ser persistente como foi nos seus primeiros anos de vida.  É fundamental ter confiança em si próprio e nas suas capacidades para enfrentar os obstáculos que encontrar. Lembre-se, muitas das coisas mais importantes do mundo foram conseguidas por pessoas que continuaram a tentar quando parecia não haver mais nenhuma esperança de sucesso.

Talento e conhecimento de nada servem sem persistência. A persistência permite ver o obstáculo como uma experiência e confere-nos coragem para persistir perante a adversidade e a desilusão de não conseguir.   A persistência é o combustível dos sonhos.

 

As crianças ajudam outras crianças. Partilham as suas refeições, são as primeiras a oferecer ajuda quando alguém precisa dela. Quando uma criança cai e raspa o joelho, a criança corre em auxílio a ajudar, pois sente o que a outra criança pode estar a sentir e fazem o que elas naturalmente quereriam que alguém fizesse se elas estivessem na mesma situação.

 

Esta é talvez uma das características mais importantes de um grande líder: a capacidade de demonstrar empatia. A empatia é crucial para os líderes e para aqueles que aspiram liderar.  A capacidade para se colocar no lugar dos outros, entender os seus medos e receios será fundamental neste novo mundo.

 

Permite ao líder conectar-se com a dor humana, perceber como cada ação afeta cada membro da equipa, revelando interesse genuíno pelas suas preocupações. O líder empático tem a capacidade de entender o outro e considerar os seus sentimentos para tomar melhores decisões. A reter, antes de falar ou fazer algo, coloque-se no lugar de quem vai escutar ou observar.

 

Por último, tenha sempre em mente que o risco de se tornar um chefe idiota é elevado, pelo que faça um exame diário à sua atuação. Antes de culpar o mundo, culpe-se a si!

 

 

 

 

 

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