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Os dois segredos das relações são: primeiro a sorte, depois o amor

Não é necessário que ambos sejam iguais, mas pelo menos compatíveis nos traços de caráter que partilhem.

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Há alguns dias partilharam comigo a teoria de que a causa de todos os problemas amorosos era a “Disney”. As animações ensinam que os casais enfrentam problemas impostos pela a vida e que após muito sacrifício tudo se resolve e vivem felizes para sempre. “Mas é mentira”, defenderam, e eu concordei!

 

Os principais desafios de uma relação vêm do choque das personalidades, não são provocados por um vilão, nem pela vida, que frequentemente é personificada como um personagem mau. E seria ingénuo acreditar num patamar de felicidade inabalável!

 

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A maioria dos relacionamentos começa por volta dos 20. É uma fase de vida em que ainda se está num processo de autoconhecimento e não se tem uma personalidade estabilizada. Já pensou qual será a probabilidade de duas pessoas, que ainda estão a definir-se, juntarem-se e crescerem num sentido que as mantenha compatíveis? É preciso alguma sorte! Para a teoria em causa entenda-se como personalidade a combinação de caráter e interesses.

 

Há características que facilmente captam a atenção, como valores humanos em que o outro acredita, o seu sentido de humor, a opinião sobre alguns temas do senso comum, etc. Com o passar do tempo, e à medida que o convívio se aprofunda, surgem traços específicos de cada personalidade, as diferenças sobressaem e podem surgir dificuldades de convivência.

 

Não é necessário que ambos sejam iguais, mas pelo menos compatíveis nos traços de caráter que partilhem: a forma como se discute as diferenças de opinião, as estratégias para gerir as próprias emoções, os objetivos de vida a longo prazo, etc. Se duas pessoas que vivem juntas se relacionam entre elas e com a vida utilizando processos contrastantes será difícil coordenarem-se em planos conjuntos.

 

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Mesmo que haja compatibilidade de temperamentos, não significa que haja uma partilha de interesses que promova tempo de convívio suficiente para satisfazer ambos os membros do casal. E apesar de poderem existir pontos em comum, a forma de os viver poderá ser diferente. Um exemplo básico pode ser nas preferências quanto a férias: ambos podem gostar de viajar, mas um pode fazer questão de as passar pelo campo e o outro preferir aventurar-se por cidades. Naturalmente, nunca haverá uma partilha completa de interesses, e muitos serão negociáveis, mas é essencial que o ajuste não implique a anulação de um dos parceiros.

 

Se estes fatores (afortunadamente) combinarem para que a relação sobreviva ao crescimento individual de cada membro do casal, então a paixão inicial, que é um sentimento, pode evoluir para o amor, que é uma relação construída!

 

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